
Soldado paquistanês faz segurança na fronteira após bombardeios no Afeganistão (Foto: Instagram)
O Paquistão lançou bombardeios contra diversos pontos do Afeganistão depois que o Talibã atacou posições paquistanesas ao longo da fronteira. A ação foi descrita como uma “resposta imediata” a incursões do Talibã contra instalações militares do lado paquistanês, segundo comunicado oficial de Islamabad. As munições disparadas atingiram áreas remotas em território afegão, sem, até o momento, confirmação de vítimas ou danos materiais significativos.
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O bombardeio representou uma escalada rara de hostilidades diretas entre os dois países, cujo relacionamento costuma ser tensionado por acusações mútuas de apoio a grupos insurgentes. A ofensiva paquistanesa buscou neutralizar possíveis acampamentos e rotas de abastecimento usados pelo Talibã em áreas adjacentes à linha de fronteira. Autoridades do Paquistão reforçaram que a operação teve caráter estritamente defensivo, visando suprimir qualquer nova agressão promovida pela facção.
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O Afeganistão e o Paquistão compartilham mais de 2.600 quilômetros de fronteira, marcada pela famosa Linha Durand, estabelecida em 1893. Essa faixa montanhosa serve há décadas como corredor para diversos movimentos insurgentes, entre eles o Talibã, que utiliza trilhas e vilarejos remotos para movimentar combatentes e suprimentos. As complexidades geográficas e a presença de tribos locais tornam o controle total do território um grande desafio para ambos os governos.
Desde que o Talibã retomou o poder em Cabul, no final de 2021, as relações com o Paquistão alternam entre diálogo diplomático e episódios de confronto. Islamabad, por sua vez, mantém distância de decisões políticas de Cabul e acusa o Talibã de não impedir o trânsito de militantes ligados a redes como a Al Qaeda. Ao mesmo tempo, Teerã e Moscou já se ofereceram como possíveis mediadores para conter o ciclo de retaliações.
Especialistas em segurança regional afirmam que o recente bombardeio pode dificultar negociações de paz e cooperação bilateral no combate ao terrorismo. O episódio reforça a necessidade de mecanismos de monitoramento mais eficazes na fronteira e alerta para o risco de novas tensões. A comunidade internacional, inclusive organizações de direitos humanos, acompanha de perto a evolução do conflito, temendo a escalada das operações militares em zonas civis.


