De acordo com informações do portal É o Mundo, os bastidores de Brasília indicam que a decisão da bancada do PT de não aderir à proposta de CPI que pretende investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal não foi vista como um gesto isolado do partido. Segundo relatos de interlocutores do governo, a posição teria sido resultado de uma orientação política vinda do Palácio do Planalto.
A avaliação dentro do núcleo político do governo é de que a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal poderia ampliar a tensão institucional entre os Poderes. Por esse motivo, a orientação teria sido evitar que parlamentares da base participassem da iniciativa.
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Segundo os relatos citados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado para conter qualquer movimento de senadores petistas que pudesse intensificar o atrito entre o Executivo e o Judiciário neste momento.
A proposta de CPI tem como foco os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que uma investigação parlamentar nesse contexto poderia transformar uma crise política em um confronto direto entre Congresso e Supremo.
Ainda segundo as informações divulgadas, a estratégia do Planalto seria preservar a relação institucional construída entre o governo e o STF desde o início do atual mandato, especialmente em um momento em que decisões da Corte impactam pautas consideradas sensíveis pelo Executivo.
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Enquanto isso, parlamentares da oposição conseguiram reunir assinaturas suficientes para protocolar o pedido de criação da CPI. Mesmo assim, a ausência da bancada do PT chamou atenção no Congresso e reforçou a percepção de que houve uma orientação política para manter o partido distante da iniciativa.
Nos bastidores, a avaliação é de que a medida busca evitar que a crise envolvendo o caso Banco Master evolua para um confronto institucional mais amplo entre os Poderes.

