O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu duas novas polêmicas internacionais nesta sexta-feira (20/3). Em uma declaração contundente nas redes sociais, o republicano criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), chamando os países aliados de “covardes” por supostamente se omitirem na guerra contra o Irã.
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Além do conflito com os europeus, o mandatário norte-americano também causou surpresa ao sugerir que a Venezuela, recentemente invadida por tropas dos EUA, se torne o 51º estado americano. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que sem os EUA, a aliança não passa de “um tigre de papel”.
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O presidente criticou o fato de os aliados reclamarem do aumento dos preços do petróleo, mas evitarem os riscos de uma ação militar para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota essencial bloqueada por Teerã, por onde passa cerca de 20% do combustível mundial. Apesar da declaração dura de que os europeus “não quiseram entrar na luta” para impedir o avanço nuclear iraniano, a cobrança veio logo após países indicarem que estão dispostos a ajudar na liberação do estreito.
De olho na Venezuela
Fora da crise do petróleo, Trump também movimentou o cenário geopolítico ao mirar na América do Sul. Durante o mundial de beisebol (WBC), o presidente insinuou a anexação da Venezuela depois que a seleção do país venceu os EUA na final do torneio.
“Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu o republicano após a semifinal contra a Itália, reforçando a provocação com um breve “status de estado” logo após o título conquistado pelos venezuelanos. As declarações, que misturam ironia esportiva e ambição territorial, surgem em um momento de grande tensão. Há apenas dois meses, os Estados Unidos realizaram uma invasão na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro.


