A repercussão do relato da educadora física Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, ao raspar o cabelo depois de ser diagnosticada com alopecia areata, trouxe visibilidade para uma condição que vai além da simples perda de cabelo. O caso reacendeu discussões sobre os impactos físicos e emocionais da doença e destacou a importância de informação e acolhimento.
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Segundo a Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética e pós-graduada em dermatologia, a alopecia areata é uma doença autoimune que exige atenção e acompanhamento multidisciplinar. “A alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio corpo passa a atacar os folículos capilares. Isso pode causar queda de cabelo em áreas específicas ou até de maneira mais extensa, dependendo do caso. Não se trata apenas de uma questão estética, há um impacto psicológico importante que precisa ser acolhido”, explica.
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A especialista destaca que a condição pode aparecer de formas variadas e que é fundamental entender os tipos de alopecia para um diagnóstico correto. “A primeira é a alopecia androgenética, que é o tipo mais comum de queda capilar e está relacionada a fatores genéticos e hormonais. Ela afeta homens e mulheres, mas no caso delas é chamada de calvície feminina”, afirma.
Outro tipo frequente é a alopecia de tração, que está ligada a hábitos diários. “O segundo tipo é a alopecia de tração, geralmente associada à tensão repetitiva provocada por penteados muito apertados. Esse quadro pode causar aumento da testa e comprometer a linha do cabelo”, diz.
No caso da alopecia areata, enfrentada por Karina, há características específicas. “Ela se manifesta por falhas circulares no couro cabeludo, resultado de uma reação autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos do cabelo”, completa a médica.
Além dessas formas, existe ainda o eflúvio telógeno, frequentemente relacionado a mudanças no organismo. “Esse tipo ocorre quando há uma queda acentuada dos fios após alterações hormonais, como no pós-parto, durante a amamentação, em dietas muito restritivas ou em períodos de estresse. Há também a forma crônica, em que o organismo mantém esse padrão de queda constante”, explica.
De acordo com a especialista, apesar das causas variadas, existem tratamentos e alternativas para controlar a condição. “Hoje temos terapias que estimulam o crescimento dos fios e ajudam a estabilizar a situação. O mais importante é buscar avaliação precoce e seguir um plano individualizado, respeitando as necessidades de cada paciente”, orienta.
Por fim, a médica ressalta que a exposição de casos como o de Karina amplia o entendimento sobre a doença. “Quando alguém compartilha esse processo de forma verdadeira, abre espaço para outras pessoas se identificarem e buscarem ajuda. Isso também ajuda a diminuir o estigma em torno da queda de cabelo”, conclui.
Além de Karina Lucco, outras celebridades também enfrentam o desafio de tratar a alopecia, como a cantora Maiara, que recentemente falou abertamente sobre seu tratamento, Deborah Secco, Gretchen, Naomi Campbell, Xuxa Meneghel, entre outras.


