O Fortaleza Esporte Clube inicia, neste sábado (21/3), uma nova fase em sua trajetória recente ao estrear na Série B do Campeonato Brasileiro. O primeiro jogo será contra o Botafogo-SP, às 19h15 (horário de Brasília), marcando o retorno do clube à competição após sete anos consecutivos na elite, entre 2019 e 2025.
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Durante esse período na Série A, o clube teve participações de destaque, incluindo classificações para a Copa Libertadores em três oportunidades (2022, 2023 e 2025), além de ter chegado à final da Copa Sul-Americana em 2023, quando foi derrotado pela LDU nos pênaltis. O Fortaleza também terminou o Brasileirão entre os quatro primeiros colocados em 2021 e 2024.
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Agora, o clube começa a disputa da Série B com o objetivo de retornar à primeira divisão em 2026. O torneio tem um significado especial para o Fortaleza, que foi campeão em 2018, dando início a uma sequência de crescimento esportivo.
Reestruturação e nova formação do elenco
A temporada atual é marcada por mudanças estruturais e financeiras. Com o rebaixamento, o orçamento teve uma redução de 51% nas receitas operacionais em relação a 2025. Diante desse cenário, o clube adotou medidas para cortar custos e definiu metas esportivas e econômicas, incluindo a diminuição da folha salarial em mais de R$ 7 milhões.
O processo de reorganização é liderado pelo CEO Pedro Martins, que assumiu o cargo no início do ano. Ao comentar sobre o momento do clube e as expectativas para a competição, ele declarou: “Temos a união de todos: da torcida, dos colaboradores e da diretoria.” Em seguida, completou: “Tenho certeza que, com muito trabalho, vamos atingir todos os objetivos do ano.” E concluiu: “Todos nós acreditamos que vamos devolver o Fortaleza à Série A.”
No elenco, houve uma reformulação completa. Foram feitas 13 contratações para a temporada, sendo dez por empréstimo até o fim do ano. Outros três jogadores foram adquiridos em definitivo dentro do orçamento de R$ 10 milhões destinado a reforços.
Por outro lado, o clube registrou várias saídas. Jogadores como Deyverson, Emmanuel Martínez e Juan Martín Lucero tiveram seus contratos encerrados. Outros atletas, como Matheus Pereira, Imanol Machuca e Eros Mancuso, foram emprestados.
Movimentações financeiras e metas de receita
Além da reformulação do elenco, o Fortaleza estabeleceu metas de arrecadação com transferências de jogadores. O objetivo é alcançar R$ 74 milhões em vendas ao longo da temporada. Até o momento, três negociações foram realizadas: Moisés foi vendido ao Santos por cerca de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,3 milhões); Herrera foi transferido ao Red Bull Bragantino em operação avaliada em cerca de R$ 24 milhões, valor abatido em dívida; e Breno Lopes está em negociação com o Coritiba, com o Fortaleza mantendo 50% dos valores, estimados em R$ 7,5 milhões.
Dentro de campo, os primeiros resultados da temporada incluem o título estadual sobre o Ceará e a classificação para a quinta fase da Copa do Brasil, superando a meta inicial estabelecida pela diretoria.
Além da Série B, o clube também disputará a Copa do Nordeste em 2026, com estreia marcada para o dia 16 de abril, fora de casa, contra o América-RN.


