Jairzinho, Roberto Dinamite, Careca, Romário e Ronaldo Fenômeno: a lista de grandes atacantes que já passaram pela Seleção Brasileira é longa. Não faltam jogadores que desempenharam muito bem a missão de marcar gols, principalmente quando se fala em Copa do Mundo. Em 2026, a responsabilidade deve ficar nas mãos de atletas que ainda não atingiram o nível dos maiores craques do passado.
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Entre aqueles que têm mais características de atuar como um típico camisa 9, Carlo Ancelotti chamou João Pedro, Igor Thiago e Endrick. Na lista divulgada na última segunda-feira (16/3), Matheus Cunha também apareceu, embora sua posição de origem e preferência seja a de meia-atacante. Nas convocações anteriores do técnico italiano, Kaio Jorge, Igor Jesus e Richarlison também foram lembrados.
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São muitos nomes, o que poderia sugerir a famosa “dor de cabeça boa” para o treinador da Seleção. Por outro lado, o rendimento dos candidatos à vaga para a Copa do Mundo ainda está longe de transmitir confiança. E além de convencer e sair da sombra dos ídolos do passado, esses centroavantes precisam superar um obstáculo recente: a “maldição” dos camisas 9 do Brasil nas últimas edições do Mundial.
Nas três últimas Copas, os titulares da posição tiveram desempenho abaixo do esperado. Somado ao fraco rendimento coletivo, eles também foram alvo de vaias da torcida. Esse foi o caso de Richarlison (2022), Gabriel Jesus (2018) e Fred (2014). Em 2010, Luís Fabiano marcou três gols nos cinco jogos que disputou. Já Ronaldo balançou as redes três vezes e deu uma assistência em cinco partidas em 2006.
O desempenho dos camisas 9 do Brasil
Richarlison – Copa do Mundo de 2022
O caso mais recente é o de Richarlison. Apesar de ter feito três gols nos quatro jogos em que atuou — com média superior à de Fabuloso e do Fenômeno —, o Pombo deixou a competição como um dos atletas mais criticados. O atacante chegou a enfrentar um quadro de depressão.
“Tinha acabado de disputar uma Copa do Mundo, no meu auge… E estava chegando no meu limite mesmo. Não vou falar se matar, mas eu estava numa depressão e estava querendo desistir. Estava sofrendo muito ataque depois da Copa e junto com esse problema pessoal dentro de casa afetou muito. Parecia que era forte mentalmente, sabe? Depois da Copa do Mundo parece que desabou tudo. Acho que a psicóloga, querendo ou não, me salvou, salvou minha vida. Eu só pensava besteira. No Google mesmo eu só pesquisava besteira, só queria ver besteira de morte”, relatou o jogador do Tottenham em entrevista à ESPN, em 2024.
Gabriel Jesus – Copa do Mundo de 2022
Enquanto Richarlison teve números razoáveis, o mesmo não se pode dizer de seu antecessor. Gabriel Jesus chegou ao Mundial de 2018 como uma das esperanças de título após ótimo início sob comando de Tite. O então atacante do Manchester City, porém, não marcou gols e deu apenas uma assistência.
O jogador teve o pior desempenho de um centroavante titular brasileiro em Copas. Jesus ainda ampliou a marca negativa no torneio de 2022. Já como reserva, entrou em campo e também não fez nenhum gol.
Fred – Copa do Mundo de 2014
Fred também chegou em boa fase para a Copa de 2014. Mesmo com o Fluminense em má fase e brigando contra o rebaixamento em 2013, o centroavante era o titular de Felipão. A escolha parecia certa: naquele ano, o “Dón” marcou dois gols na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Espanha na final da Copa das Confederações. Em 2012, foi campeão brasileiro pelo Tricolor.
Na Copa do Mundo, porém, fez apenas um gol e ficou longe de repetir as boas atuações anteriores.


