
Netanyahu descarta trégua com Irã apesar de apoio de Trump (Foto: Instagram)
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desconsiderou a trégua com o Irã anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e declarou que os ataques ao país persa continuarão. A declaração foi divulgada nesta segunda-feira (23/3) pelo gabinete de Netanyahu.
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Em um comunicado, Netanyahu mencionou que conversou com Trump sobre o possível acordo entre EUA, Israel e Irã. Segundo o primeiro-ministro, o presidente norte-americano “acredita que há uma chance de aproveitar as conquistas extraordinárias que já alcançamos” para esse avanço.
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Apesar disso, Netanyahu afirmou que continuará atacando o Irã e o Hezbollah no Líbano para proteger os “interesses vitais” de Israel.
“Ao mesmo tempo, seguimos atacando tanto o Irã quanto o Líbano. Estamos destruindo o programa de mísseis e o nuclear, e continuamos a infligir golpes severos ao Hezbollah”, afirmou.
Mais cedo, Trump anunciou uma pausa nos ataques dos EUA contra instalações de infraestrutura energética do Irã, válida por 5 dias. Em uma publicação na rede social Truth, ele afirmou que a trégua surgiu após conversas entre Washington e Teerã.
O governo iraniano, por outro lado, negou qualquer tipo de negociação com a administração Trump, assim como uma pausa no conflito.
A guerra no Oriente Médio entrou no seu 25º dia nesta segunda-feira. Após os ataques dos EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, o governo iraniano não recuou.
Além de nomear Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do país, frustrando qualquer plano norte-americano ou israelense de mudança de regime, o Irã tem atacado diversos países na região.
Os alvos são bases militares e instalações ligadas aos EUA, principalmente em nações do Golfo Pérsico.
Outra resposta iraniana, que impactou a economia global, foi o bloqueio no Estreito de Ormuz — por onde 20% da produção mundial de petróleo é transportada.
Devido à crise no setor petrolífero, Trump chegou a retirar sanções contra o petróleo não só do Irã, mas também da Rússia. O presidente norte-americano ainda fez um apelo direto a aliados dos EUA da OTAN, solicitando ajuda da aliança militar para reabrir Ormuz.
Desde o fechamento do estreito, que foi aberto apenas para países não aliados dos EUA e Israel, segundo o governo iraniano, o preço do petróleo disparou, ultrapassando a marca dos US$ 100 por barril.


