
Donald Trump em evento após ultimato ao Irã (Foto: Instagram)
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um novo nível de tensão após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar destruir as usinas de energia do Irã, caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz. Trump deu um prazo de 48 horas ao Irã para garantir o acesso a essa rota crucial para o comércio global de petróleo e gás, que estaria sendo bloqueada pelo país.
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Em resposta, o Irã fez novas ameaças, indicando que poderia atacar a infraestrutura energética e as usinas de dessalinização de países do Golfo aliados aos EUA. Teerã também advertiu que poderia fechar completamente o Estreito de Ormuz se os americanos atacassem suas instalações de energia.
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A capacidade do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz está na localização estratégica dessa passagem marítima, essencial para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. Aproximadamente 20% do petróleo mundial passa por esse estreito, sendo um ponto crítico para países como China e Índia. Recentemente, ataques na região praticamente paralisaram o tráfego marítimo.
O Irã poderia causar danos significativos com ações relativamente simples, como alertou o chefe do Estado-Maior dos EUA, Dan Caine, a Trump. A segurança na região é tão precária que as empresas de navegação já evitam enviar petroleiros, segundo o especialista Peter Neumann.
Donald Trump mencionou que os EUA poderiam atacar a maior usina do Irã, sem especificar qual. A usina termelétrica de Damavand, próxima a Teerã, e outra grande usina em Mazandaran são possíveis alvos devido à sua importância. Ataques diretos ao reator nuclear de Bushehr são considerados improváveis devido ao risco catastrófico.
A economia iraniana já sofre com a guerra, sanções e censura na internet, e um ataque às usinas de gás poderia piorar a situação, afetando o fornecimento de energia e água, além de impactar os sistemas bancário e industrial.
O Irã também ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz completamente e atacar usinas de dessalinização no Golfo. Tais ações poderiam comprometer o abastecimento de água em países que dependem fortemente da dessalinização, como Catar e Bahrein.
A análise do CSIS sugere que ataques a usinas de dessalinização poderiam inicialmente ser compensados, mas ataques maiores representariam um risco significativo, afetando a percepção de segurança na região e afastando turistas e investidores.
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