
Henry Miguel, 4, e Pedro Henrique, 6, vítimas de homicídio em Praia Grande (Foto: Instagram)
Os primos Henry Miguel Coelho Santana, de 4 anos, e Pedro Henrique Araújo Santana, de 6, foram encontrados mortos com sinais de agressão dentro de um carro na Praia Grande, litoral sul de São Paulo. O desaparecimento das crianças, que ocorreu na tarde de domingo (22/3) enquanto brincavam em frente à casa da família no bairro Vila Sônia, está sendo investigado pela Polícia Civil. Elas foram achadas horas depois, dentro de um veículo abandonado.
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Os meninos, que eram criados juntos pela avó como irmãos, estavam sob seus cuidados enquanto os pais trabalhavam. Por volta das 14h, a avó entrou em casa rapidamente para beber água e, ao sair, não encontrou mais as crianças. Câmeras de segurança registraram os garotos caminhando por uma rua antes de serem encontrados mortos.
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A busca pelos meninos mobilizou familiares e vizinhos, que procuraram por eles durante a tarde e noite. Por volta de 0h30 de segunda-feira (23/3), os corpos foram encontrados. Os meninos estavam dentro de um Volkswagen Polo, em um terreno no bairro Vila Sônia. O local, fechado com cadeado e cercado por tapumes, tinha uma passagem improvisada nos fundos, que pode ter permitido o acesso.
Os corpos foram descobertos por um adolescente que passava pela área. Ao perceber as crianças dentro do carro, ele gritou por ajuda, chamando a atenção de familiares que estavam nas buscas. A Polícia Militar informou que os meninos apresentavam sinais de agressão. O carro foi apreendido para perícia, que também analisa objetos próximos, como uma enxada encontrada perto do veículo, sem vestígios de sangue.
A investigação considera a possível ligação com uma tentativa de feminicídio ocorrida dias antes na mesma cidade. O tio dos meninos, Wendrews Sant’Ana Vieira dos Santos, de 30 anos, está foragido após agredir sua ex-companheira. A proximidade entre os locais e o vínculo familiar fazem a polícia investigar se as mortes podem ser uma vingança pelo ataque.
A família das vítimas suspeita de retaliação, afirmando que parentes da mulher agredida ameaçaram que "o crime não ficaria impune". Apesar das suspeitas, a motivação do crime ainda não foi confirmada, e a polícia continua investigando todas as possibilidades.


