As redes sociais estão em polvorosa após um ex-produtor criticar abertamente a TV Globo. Fabricio Marta, que foi promovido a chefe dos produtores no início do ano e sofreu dois infartos, tem feito duras críticas à emissora dos Marinho.
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“Obrigado pelos ombros amigos nesse compartilhar selvagem, nos últimos dias. O publicável foi dito conscientemente. Antes de chegar à Globo, em 2006, eu já havia trabalhado no JB (onde tive a sorte de ser estagiário e contratado); em O Globo e em O Dia – onde aprendi o que era jornalismo. Todos os lugares têm defeitos”, começou.
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E continuou: “Estou há meses tentando consertar um vazamento em casa. A diferença está no empenho, no desejo, na exposição pública honrar os que mais precisam – aqueles que fazem a roda girar. Sem milho, não tem pipoca. Sem jornalistas remunerados, não há redação de qualidade”, afirmou.
CHEFIA “MAIS HUMANA”
Ainda na publicação, o comunicador analisou: “A escuta é a gênese de um processo como esse, porque está tudo errado. Devo à Globo pouquíssimos inimigos (se bem que a lista aumentou agora!) e à construção de uma família unida e ouriçada: turma madrugadora do Entretenimento; amigos incansáveis das afiliadas!!!! E da própria redação da Globo RJ”, escreveu, antes de completar:
“Torço, de coração com seis stents, por uma governança mais humana e vanguardista – capaz de mover cada um de vocês desse brejo com água parada para o lugar que, de fato, mereçam ocupar”, declarou.
“LADEIRA ABAIXO”
Em outra postagem, Fabricio Marta detonou: “É tanta ladeira abaixo na Globo que, vez ou outra, sou visitado por pesadelos que, felizmente, já não me pertencem. Além de não incentivar, a Globo não custeia mais a participação de jovens produtores no Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji”, observou.
E prosseguiu: “A cada edição vindoura, rosários e mais rosários eram desfiados diante na minha ex-mesa: o chefe de redação que não podia nada pelos 23 produtores. Não conseguíamos passagens de ônibus; área (hahhahhaha); hospedagem também não. Os que conseguissem se bancar no estilo largados e pelados, ganhavam um vale-podrão e um Uber, acho” lembrou.
No fim, ele opinou: “Estamos falando do terceiro conglomerado de comunicação do planeta. Cafonice define”, encerrou.


