O ex-produtor da TV Globo, Fabricio Marta, que foi promovido a chefe dos produtores no início do ano, criticou William Bonner, ex-apresentador do Jornal Nacional, em uma publicação no Instagram. Marta relatou uma situação que presenciou.
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“Bonner declarou, dias antes de sair do JN, que o cenário do telejornal era um ‘santuário’ e pediu medidas sobre o acesso de visitantes”, ele relembrou.
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Ele continuou: “No dia seguinte, apareceu essa placa feia e antipática na redação. A marca de alguém que tinha tudo para ser admirado resumida a um recado de síndico decadente”, afirmou.
As redes sociais estão movimentadas após Fabricio Marta criticar a TV Globo. Promovido a chefe dos produtores no início do ano, Marta, que sofreu dois infartos, expressou sua insatisfação com a emissora dos Marinho.
“Obrigado pelos ombros amigos neste compartilhar intenso, nos últimos dias. O que foi publicado foi dito conscientemente. Antes de chegar à Globo, em 2006, trabalhei no JB, O Globo e O Dia – onde aprendi o que é jornalismo. Todos os lugares têm defeitos”, ele iniciou.
Ele prosseguiu: “Estou há meses tentando consertar um vazamento em casa. A diferença está no empenho, no desejo, na exposição pública de honrar aqueles que mais precisam – os que fazem a roda girar. Sem milho, não há pipoca. Sem jornalistas pagos, não há redação de qualidade”, ressaltou.
Ainda na publicação, o comunicador analisou: “A escuta é o início de um processo como esse, porque está tudo errado. Devo à Globo pouquíssimos inimigos (embora a lista tenha aumentado agora!) e à construção de uma família unida e animada: turma madrugadora do Entretenimento; amigos incansáveis das afiliadas!!!! E da própria redação da Globo RJ”, ele escreveu, antes de completar:
“Torço, de coração com seis stents, por uma governança mais humana e inovadora – capaz de mover cada um de vocês desse brejo com água parada para o lugar que, de fato, merecem ocupar”, declarou.
Em outra postagem, Fabricio Marta criticou: “É tanta ladeira abaixo na Globo que, vez ou outra, sou visitado por pesadelos que, felizmente, já não me pertencem. Além de não incentivar, a Globo não custeia mais a participação de jovens produtores no Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji”, observou.
E prosseguiu: “A cada edição futura, rosários e mais rosários eram desfiados na minha antiga mesa: o chefe de redação que não podia nada pelos 23 produtores. Não conseguíamos passagens de ônibus; área (hahhahhaha); hospedagem também não. Os que conseguiam se bancar no estilo largados e pelados, ganhavam um vale-podrão e um Uber, acho” lembrou.
No fim, ele opinou: “Estamos falando do terceiro conglomerado de comunicação do planeta. Cafonice define”, encerrou.


