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Feminicídios de agentes de segurança expõem a persistência da violência de gênero

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Feminicídio abala duas agentes de segurança em 33 dias (Foto: Instagram)

Em um intervalo de 33 dias, duas agentes de segurança pública foram vítimas de feminicídio. A posição de comando não protegeu Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES), e Gisele Alves Santana, policial militar de São Paulo, de serem mortas por seus parceiros.

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Apesar de ocorrerem em estados e contextos distintos, os casos compartilham semelhanças: as investigações sugerem que os crimes ocorreram em relacionamentos marcados por ciúmes e controle dos suspeitos.

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Na madrugada de segunda-feira (23/3), Dayse Barbosa foi morta a tiros pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, em sua residência na capital do Espírito Santo. Após o crime, ele cometeu suicídio.

Dayse foi atingida por cinco tiros na cabeça enquanto dormia, sendo o caso tratado como feminicídio. As investigações apontam que Diego não aceitava o término do relacionamento e era visto como um homem "ciumento" e "controlador". Dayse foi a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória, destacando-se na defesa dos direitos das mulheres e na segurança pública.

DADOS SOBRE FEMINICÍDIO

  • Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 8 de março, o Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 vítimas, um aumento de 4,7% em relação a 2024.
  • Desde 2015, quando o crime foi tipificado, pelo menos 13.703 mulheres foram mortas nessa condição.
  • A série histórica mostra um aumento contínuo de casos, com um crescimento acumulado de 14,5% nos últimos cinco anos.
  • O levantamento indica que o feminicídio representa uma parcela crescente dos homicídios dolosos de mulheres, refletindo maior reconhecimento do crime, mas também a persistência da violência.

Em São Paulo, Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, em 18 de fevereiro. Ela foi socorrida, mas não resistiu.

Mensagens obtidas pela Corregedoria da PM mostram que Gisele relatou agressões físicas a uma amiga dias antes de morrer e temia o comportamento do oficial, descrito como abusivo e violento. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio com o avanço das investigações.

“A VIOLÊNCIA NÃO COMEÇA NO DISPARO”
Para a delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher no Espírito Santo, o assassinato de Dayse Barbosa ilustra um padrão comum em casos de feminicídio.

A declaração, baseada na investigação em Vitória, reflete uma dinâmica também presente em outros casos, como o de Gisele.

“O caso é emblemático porque mostra que não se trata de quem é a vítima – uma mulher forte, uma autoridade – mas sim que a violência de gênero é sobre quem é o homem. É sobre ela não querer mais aquele relacionamento e ele dizer ‘não, você é minha e agora vai pagar até mesmo com a sua vida, porque, a partir do momento que eu te vejo como meu objeto, você é um instrumento da minha dominação’. E aí, ceifar a vida dela”, afirmou.
A delegada acrescenta que a violência geralmente começa antes do crime: “Mas isso também é importante para que outras mulheres percebam que a violência não começa no momento do disparo. A violência começa antes, no primeiro controle, quando ele diz: ‘essa roupa não é adequada’ ou ‘você não vai conversar com fulano’. É preciso entender que reconhecer esses sinais e buscar ajuda não é um ato de fraqueza, mas de coragem.”

DENUNCIE!

  • Em caso de emergência, quando as agressões estão acontecendo naquele momento, a vítima ou qualquer pessoa pode denunciar pelo canal telefônico da Polícia Militar, o 190.
  • Ligue 180 – Central de atendimento à mulher, canal oficial do governo federal para acolhimento, orientação e registro de denúncias, destinado às mulheres em situação de violência. Gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados. O serviço realiza atendimento em quatro línguas (português, inglês, espanhol e Libras) e também pode ser acionado por WhatsApp, pelo número (61) 9610-0180.
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher ou a Delegacia mais próxima. É preciso levar documentos pessoais à delegacia e informar caso haja testemunhas da denúncia. Toda e qualquer prova e registro das agressões pode auxiliar na investigação do caso e punição do agressor.
  • Caso a vítima não queira procurar a polícia ou esteja insegura em fazer a denúncia, poderá procurar os serviços de orientação jurídica e/ou psicológica, como os Centros Especializados de Atendimento à Mulher ou de Assistência Social.

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