
Ativista Thiago Ávila é detido no Panamá durante conexão aérea (Foto: Instagram)
O ativista de Brasília, Thiago Ávila, foi novamente detido durante uma missão humanitária internacional. Desta vez, a prisão ocorreu no Panamá, enquanto ele fazia uma conexão aérea no retorno ao Brasil. Na manhã desta quarta-feira (25/3), às 8h17 (horário local), ele foi levado para interrogatório e, desde as 9h50, está sem comunicação. Amigos e familiares relatam não ter informações oficiais sobre sua situação legal ou previsão de liberação.
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No ano anterior, Thiago Ávila já havia sido preso por forças israelenses ao tentar chegar à Faixa de Gaza em uma embarcação com ajuda humanitária destinada aos palestinos, ao lado de outros ativistas internacionais, como a sueca Greta Thunberg.
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A recente detenção ocorreu poucos dias após Ávila participar do Comboio Nuestra América, uma iniciativa internacional de solidariedade a Cuba que levou toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamentos e painéis solares. Outros participantes da ação, como Chris Smalls e Katie Halper, também foram detidos, mas em Miami, nos Estados Unidos.
De acordo com a equipe de comunicação de Thiago Ávila, ele foi abordado ainda na área de conexão do aeroporto no Panamá, sem que o país fosse seu destino final.
“Até agora, não há explicações sobre os motivos da detenção, o que gera preocupações sobre uma possível criminalização de ações humanitárias”, afirmou a equipe em nota.
Relembre detenção em Israel
- Thiago Ávila embarcou no Madleen com outros ativistas internacionais rumo à Faixa de Gaza, levando ajuda e tentando estabelecer um corredor humanitário, mesmo sabendo que embarcações semelhantes são frequentemente barradas por Israel.
- Antes de chegar ao destino, a embarcação foi interceptada por militares, os ativistas foram retirados à força e levados sob custódia, em uma ação já esperada pelo grupo devido ao histórico de bloqueios na região.
- Em território israelense, Ávila e outros integrantes ficaram presos, alguns em solitária, e o brasileiro relatou ter sofrido agressões e pressão psicológica durante o período de custódia.
- O ativista afirma ter se recusado a assinar um termo que, segundo ele, equivalia a confessar entrada ilegal no país, o que teria prolongado sua detenção até a deportação.
- Após o período de prisão, ele foi deportado, desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos e seguiu para Brasília, onde foi recebido por apoiadores; afirmou ter retornado com problemas de saúde após a prisão.


