
Cão coçando-se após passeio: atenção ao carrapato-estrela na estação chuvosa (Foto: Instagram)
O mês de março é frequentemente associado a períodos de chuva, que apesar de ajudarem a aliviar o calor, também trazem alguns problemas. Um desses problemas é a preocupação para os donos de cães e gatos: a multiplicação de carrapatos, especialmente o carrapato-estrela (Amblyomma sculptum e Amblyomma cajennense).
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Essa espécie é um vetor significativo da febre maculosa, uma doença infecciosa que provoca dores e manchas vermelhas no corpo e pode ser fatal para humanos e cães. Segundo o Ministério da Saúde, a região Sudeste lidera em número de casos, com Minas Gerais e São Paulo em destaque.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
As condições de calor e umidade criam um ambiente favorável para o desenvolvimento desses aracnídeos, pois as chuvas intensificam a atividade dos carrapatos do gênero Amblyoma, aumentando o risco de contato com animais de estimação e humanos.
A veterinária Karin Botteon, em entrevista ao Metrópoles, enfatiza que os cuidados não devem ser restritos apenas a esses períodos. "A prevenção contínua é crucial não apenas para evitar infestações, mas também para reduzir o risco de doenças graves."
A especialista destaca que, além da febre maculosa, o carrapato-estrela pode transmitir outros agentes infecciosos aos animais. Nos cães, há o risco, ainda que raro, da febre maculosa canina, enquanto gatos podem contrair citauxzoonose, uma doença parasitária.
Karin reforça a importância de estar atento aos sintomas. "Nos animais, os sinais podem incluir febre, apatia, sangramentos, vômito, dificuldade respiratória e sintomas neurológicos. Em humanos, febre alta, manchas vermelhas, dor muscular intensa e cefaleia devem levar à busca imediata por atendimento."
Para ajudar os tutores, a profissional da Boehringer Ingelheim oferece algumas dicas importantes de proteção:
- Mantenha a prevenção antiparasitária dos animais em dia.
- Evite áreas com vegetação alta, margens de rios e locais com circulação de capivaras.
- Realize inspeções diárias no corpo do animal, principalmente após passeios.
- Mantenha jardins e quintais limpos, sem acúmulo de folhas e materiais orgânicos.
- Em trilhas ou matas, use roupas claras, calças compridas e botas.
- Procure ajuda veterinária ou médica ao primeiro sinal de sintomas.


