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PCDF investiga possível envolvimento de técnicos em mais 6 mortes no Hospital Anchieta

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Técnicos de enfermagem são investigados por mortes no Hospital Anchieta (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou investigações sobre seis mortes adicionais no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Há suspeitas de que essas mortes estejam relacionadas a três técnicos de enfermagem que teriam envenenado três pacientes na unidade.

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Na noite desta terça-feira (24/3), a corporação confirmou que seis inquéritos foram abertos para investigar cada uma dessas mortes suspeitas.

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As mortes sob investigação ocorreram em dezembro de 2025, e a 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) está encarregada do caso.

Os falecidos tinham idades entre 73 e 83 anos e sofreram paradas cardiorrespiratórias súbitas, levando suas famílias a procurarem a polícia.

A PCDF agora analisa um total de 13 mortes no hospital, revisando prontuários médicos e escalas da UTI.

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, são acusados de administrar doses excessivas de medicamentos em pacientes. João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75, faleceram após paradas cardiorrespiratórias na UTI.

A reportagem contatou o Hospital Anchieta e aguarda resposta.

JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA
Em 18 de março, o Tribunal de Justiça do DF aceitou a denúncia contra os três técnicos pelas mortes dos pacientes mencionados. A Corte encontrou indícios suficientes para iniciar o processo de homicídio qualificado contra Marcos Vinícius, Amanda e Marcela Camilly.

Em 12 de março, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o trio por homicídio doloso, com intenção de matar. Com a aceitação da Justiça, os técnicos agora são réus.

Marcos Vinícius e Marcela Camilly enfrentam acusações por três homicídios, enquanto Amanda Rodrigues responde por dois. Eles também enfrentam acusações de tentativas de homicídio.

Se condenados, as penas variam de 12 a 30 anos de prisão por cada morte.

LEIA TAMBÉM

  • Justiça aceita denúncia, e técnicos viram réus por matar pacientes
  • Veja imagens de técnicos injetando substância que matou três pacientes

MAIS SOBRE O CASO

  • As mortes foram inicialmente denunciadas à polícia pelo Hospital Anchieta após observarem circunstâncias incomuns.
  • “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, declarou a instituição.
  • A primeira fase da Operação Anúbis começou em 11 de janeiro pela PCDF.
  • Materiais importantes foram recolhidos durante as investigações.

Ainda é necessário esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito, a possível participação de outros envolvidos e o número exato de mortes causadas.

As defesas dos acusados alegam inocência e afirmam que os fatos estão em apuração. O Hospital Anchieta reafirma ter comunicado as suspeitas às autoridades e colabora com a investigação.

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