
Ilustração da glândula tireoide no pescoço humano (Foto: Instagram)
Recentemente, a coluna Claudia Meireles encontrou uma publicação nas redes sociais afirmando que o cuscuz é "amigo" da tireoide. Para verificar a veracidade dessa afirmação, a médica Anna Karina Medeiros, presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN), foi consultada.
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De acordo com a endocrinologista, é um mito que o cuscuz traga benefícios significativos para a glândula localizada na parte frontal do pescoço. “É um alimento rico em carboidratos e com baixo teor de selênio, mineral que pode sim ter impacto na tireoide”, explicou a diretora da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN).
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A especialista afirma que, embora o cuscuz contenha pequenas quantidades de selênio, o nível é insuficiente para influenciar positivamente a tireoide. A glândula é responsável por produzir os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), além de regular o gasto energético do corpo.
A metabologista destaca que o cuscuz é uma fonte de energia, mas pobre em fibras, proteínas e gorduras. “É um alimento acessível, fácil de preparar e pode ser combinado com fibras, como linhaça, gergelim ou farelo de aveia, e também com proteínas, como ovos e carnes”, sugere Anna Karina.
Ela ressalta que, ao combinar o cuscuz com fontes de fibras e proteínas, o alimento se transforma em uma “refeição saudável” para toda a família, desde que consumido com moderação. A médica alerta que o cuscuz é calórico e pode aumentar a glicemia em pacientes com diabetes devido ao seu alto teor de açúcar.
A especialista enfatiza que é um “mito” afirmar que o cuscuz beneficia a saúde da tireoide. Para mais informações, siga o perfil de Vida & Estilo no Instagram.


