
Sadio Mané em ação após polêmica reviravolta administrativa na CAN (Foto: Instagram)
A Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu, em março de 2026, retirar o título da Copa Africana de Nações (CAN) do Senegal e concedê-lo ao Marrocos, quase dois meses após a final. Nesta quinta-feira (26/3), o presidente da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), Abdoulaye Fall, anunciou que a entidade entrou com um recurso junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para reverter essa decisão.
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A corte confirmou que recebeu a apelação, que visa anular a decisão da CAF, devolver o título ao Senegal e, possivelmente, suspender prazos processuais até que a decisão completa seja comunicada.
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A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) classificou a decisão como o “mais absurdo golpe administrativo da história do nosso esporte”. O processo no CAS pode ser demorado — levando meses ou até um ano —, mas a federação pediu que o assunto seja resolvido rapidamente.
Tudo começou na final da CAN, realizada em Rabat, Marrocos, em janeiro de 2026. O Senegal vencia por 1 x 0 na prorrogação, após um jogo muito tenso. Nos minutos finais, o árbitro marcou um pênalti controverso a favor do Marrocos (que Brahim Díaz não converteu).
Os jogadores senegaleses, revoltados, deixaram o campo em protesto. Eles voltaram, o jogo prosseguiu e o Senegal confirmou a vitória. A taça foi entregue ao capitão Sadio Mané e ao time senegalês.
Meses depois, a Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) entrou com recurso. O Comitê de Apelações da CAF revisou o caso e decidiu aplicar os artigos 82 e 84 do regulamento da competição, declarando que o Senegal “abandonou” o jogo (forfeit). O resultado foi alterado para vitória do Marrocos por 3 x 0, transferindo o título ao país anfitrião.


