
Relatório da CPMI do INSS é rejeitado e comissão encerra sem parecer (Foto: Instagram)
O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi rejeitado na madrugada deste sábado (28/3) por 18 votos a 12. Com isso, a comissão encerrou suas atividades sem um parecer oficial após sete meses de trabalho.
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Os governistas, que detinham a maioria na comissão, tinham a intenção de aprovar um relatório alternativo, elaborado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que recomendava o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não colocou o texto em votação.
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VOTARAM SIM AO RELATÓRIO DE ALFREDO GASPAR
- Magno Malta (PL-ES)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Izalci Lucas (PL-DF)
- Eduardo Girão (Novo-CE)
- Rogério Marinho (PL-RN)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Coronel Fernanda (PL-MT)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Marcel Van Hattem (Novo-RS)
- Alfredo Gaspar (PL-AL)
- Adriana Ventura (Novo-SP)
VOTARAM NÃO AO RELATÓRIO DE ALFREDO GASPAR
- Soraya Thronicke (Podemos-MS)
- Randolfe Rodrigues (PT-AP)
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Jussara Lima (PSD-GO)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Augusta Brito (PT-CE)
- Teresa Leitão (PT-PE)
- Meire Serafim (União-AC)
- Átila Lira (PP-PI)
- Orlando Silva (PCdoB-SP)
- Rogério Correia (PT-MG)
- Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
- Alencar Santana (PT-SP)
- Paulo Pimenta (PT-RS)
- Lindbergh Farias (PT-RJ)
- Neto Carletto (Avante-BA)
- Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
O relatório oficial, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propunha o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento em desvios bilionários de aposentadorias e pensões, conforme revelado pelo Metrópoles.
Entre os nomes citados para indiciamento estavam Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento também mencionava Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O escândalo do INSS foi exposto pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, foi revelado que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia aumentado significativamente, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações enfrentavam diversos processos por fraude nas filiações de segurados.
As investigações do Metrópoles resultaram na abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) e contribuíram para as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que originou a Operação Sem Desconto, deflagrada em 23/4 e que levou às demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


