
Cão contempla a ausência do amigo perdido (Foto: Instagram)
O luto é frequentemente descrito como uma batalha diária por muitas pessoas. Assim como os humanos sofrem com a perda de um ente querido ou de um animal de estimação, os pets também podem ficar de luto pela morte de um amigo de quatro patas. Embora apresentem sinais, ainda há quem acredite que esse comportamento é apenas uma interpretação humana.
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Em entrevista à coluna, João Paulo Lacerda, professor de medicina veterinária, assegura que o processo vivido pelos animais não é apenas uma projeção humana. “Eles formam vínculos afetivos reais, mediado por hormônios como a ocitocina.”
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Assim, ao perderem um companheiro, os pets enfrentam uma ruptura em sua rotina, inclusive emocional, o que resulta em mudanças comportamentais. “Eles não entendem a morte como nós, mas sentem a ausência, percebem a mudança na dinâmica do ambiente e a quebra da previsibilidade. É um sofrimento legítimo.”
O especialista destaca que os sinais de sofrimento estão relacionados a três aspectos: comportamental, fisiológico e emocional. Além disso, as reações podem variar, especialmente entre cães e gatos. Embora não seja o principal fator, a raça também pode influenciar a intensidade.
Para tutores que desejam ajudar seus peludos, o profissional sugere manter uma rotina de alimentação, interação e passeios, aumentar estímulos positivos, como brincadeiras, e promover enriquecimento ambiental, despertando curiosidade e distração.
João Paulo alerta que alguns casos de sofrimento exigem atendimento veterinário. Sintomas como anorexia por mais de 48h, perda significativa de peso, letargia intensa, automutilação e comportamentos destrutivos são preocupantes. A queda de imunidade também deve ser observada, pois pode levar a doenças recorrentes.
“Assim, torna-se necessária a intervenção comportamental, com o uso de nutracêuticos ou psicofármacos, além do acompanhamento contínuo do veterinário. Isso é crucial para garantir a adaptação e a qualidade de vida do pet”, conclui.


