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Sintomas do câncer de fígado: geneticista destaca sinais importantes para diagnóstico precoce

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Imagem em 3D de um fígado humano destacando vasos sanguíneos e vesícula biliar. (Foto: Instagram)

O câncer de fígado é frequentemente silencioso em suas fases iniciais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Por essa razão, médicos alertam sobre sintomas que, embora inespecíficos, devem ser investigados se persistirem.

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A geneticista Vitória Pelegrino do Val, da Dasa Genômica, ressalta que muitos pacientes não apresentam sintomas claros no início da doença.

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“No começo, o câncer hepático pode não apresentar sintomas. Quando surgem, geralmente são inespecíficos, como leve desconforto abdominal, sensação de inchaço, cansaço e náuseas”, explica. Esses sinais podem ser confundidos com problemas digestivos ou outras condições comuns, reforçando a importância da avaliação médica quando se tornam frequentes.

POR QUE O CÂNCER DE FÍGADO COSTUMA SER SILENCIOSO
De acordo com o hepatologista Silvio Martins, do Hospital São Lucas Copacabana, o fígado tem uma grande capacidade de adaptação, o que permite que alterações iniciais passem despercebidas.

“Mesmo com alguma alteração, o fígado pode continuar funcionando. Por isso, muitos casos são diagnosticados em estágios mais avançados ou durante exames de rotina”, afirma. Isso é mais comum em pessoas com doenças hepáticas crônicas, como cirrose ou hepatites virais.

DOR ABDOMINAL PODE SER UM SINAL?
A dor abdominal, especialmente no lado direito, pode estar associada a problemas no fígado, já que o órgão está localizado nessa região.

A gastroenterologista Vanessa Prado, do Hospital Nove de Julho, explica que esse tipo de dor deve ser observado com atenção.

“Quando o desconforto ocorre na parte superior direita do abdômen, abaixo das costelas, e persiste, pode indicar um problema hepático e merece investigação”, destaca. No entanto, Vanessa ressalta que nem toda dor nessa área significa câncer. O sintoma também pode estar relacionado a problemas digestivos ou doenças da vesícula biliar.

OUTROS SINTOMAS QUE PODEM INDICAR CÂNCER DE FÍGADO
Além da dor abdominal, alguns sinais podem indicar alterações no fígado e também devem ser avaliados por um médico. São eles:

  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vômitos frequentes;
  • Sensação de estufamento ou má digestão;
  • Cansaço persistente;
  • Boca amarga;
  • Desconforto abdominal constante.

Segundo os especialistas, esses sintomas costumam surgir quando o câncer de fígado já está em evolução.

ICTERÍCIA É UM SINAL DE ALERTA IMPORTANTE
Um dos sinais mais notáveis é a icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.

Isso ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina no organismo, uma substância normalmente processada pelo fígado.

Além do amarelamento da pele, o quadro pode estar acompanhado de urina escura e fezes claras.

“A icterícia indica que o fígado não está funcionando adequadamente ou que há obstrução das vias biliares, o que sempre precisa ser investigado”, explica Pelegrino.

SINTOMAS QUE PODEM INDICAR ESTÁGIO AVANÇADO
Quando o câncer de fígado está em estágio mais avançado, os sintomas tendem a ser mais evidentes.

Entre eles estão:

  • Dor abdominal intensa e persistente;
  • Aumento do volume abdominal devido ao acúmulo de líquido (ascite);
  • Perda de peso significativa;
  • Fraqueza acentuada;
  • Náuseas frequentes;
  • Presença de massa palpável no abdômen.

Nessas situações, o comprometimento da função hepática pode ter um impacto maior no organismo.

QUANDO PROCURAR AVALIAÇÃO MÉDICA
A recomendação é buscar atendimento sempre que sintomas persistentes surgirem, especialmente dor abdominal, perda de peso sem explicação ou icterícia.

O diagnóstico do câncer de fígado geralmente envolve exames de sangue para avaliar a função hepática e marcadores tumorais, além de exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em alguns casos, pode ser necessária biópsia.

Segundo os especialistas, pessoas com maior risco, como pacientes com cirrose, hepatite B ou C e gordura no fígado, devem fazer acompanhamento regular com exames periódicos.

O diagnóstico precoce é o principal fator que aumenta as chances de tratamento eficaz.

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