
Estreito de Ormuz observado por satélite: rota vital e em disputa (Foto: Instagram)
A Comissão de Segurança do Parlamento do Irã deu aval a uma proposta que estabelece a regulamentação e a cobrança de taxas de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
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Conforme a emissora estatal IRIB, a proposta visa reforçar "a autoridade soberana do Irã e de suas forças militares". O projeto inclui medidas para aumentar o controle sobre a região, como proteger a rota marítima, garantir a segurança da navegação e implementar diretrizes financeiras. Entre as ações estão a cobrança de tarifas em rial iraniano para navios em trânsito e a proibição de passagem de embarcações associadas aos Estados Unidos e a Israel.
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O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto central de tensão na guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando forças dos EUA e de Israel atacaram o Irã em conjunto. As ações iranianas na área têm limitado a circulação no estreito, resultando em cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia retidos no Golfo Pérsico e gerando instabilidade no mercado global.
A ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã culminou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Outros membros de alto escalão do governo iraniano também foram mortos, e autoridades americanas relataram a destruição de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares.
Em retaliação, o Irã lançou ataques contra diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, visando interesses dos EUA e de Israel. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.750 civis iranianos morreram desde o início do conflito, enquanto a Casa Branca informou a morte de pelo menos 13 militares americanos devido às ofensivas iranianas.
A guerra também se expandiu para o Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou Israel em resposta à morte de Khamenei. Israel, por sua vez, realizou bombardeios aéreos contra posições do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes.
Após a perda de parte significativa de sua liderança, o conselho iraniano nomeou Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder, como novo líder supremo. Analistas acreditam que sua liderança manterá a linha atual do regime sem grandes alterações. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a escolha, classificando-a como um "grande erro" e considerando Mojtaba uma escolha "inaceitável" para liderar o país.


