O desabafo de Sabrina Parlatore sobre o ganho de peso durante a menopausa trouxe à tona uma queixa comum entre mulheres que passam por essa fase.
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Mais do que uma questão estética, a dificuldade para emagrecer está diretamente ligada às mudanças hormonais do corpo, que afetam o metabolismo, a composição corporal e até a disposição diária.
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CLIMATÉRIO E MENOPAUSA
Em conversa com a coluna, a ginecologista Carolina Cunha explicou que o climatério e a menopausa causam mudanças significativas no corpo feminino: “Cada mulher apresenta sintomas e intensidade diferentes”, afirmou, complementando:
“Avaliar de forma personalizada é essencial para definir estratégias eficazes de tratamento, que podem incluir mudanças de estilo de vida, terapia hormonal ou alternativas não hormonais, conforme a necessidade e o histórico de saúde de cada paciente”, declarou.
SINTOMAS VARIAM
Entre as mudanças mais percebidas está o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. O médico Rhuan Lopes, especialista em nutrologia e emagrecimento avançado, comentou que isso não ocorre por acaso.
“Com a queda dos níveis de estrogênio, há uma tendência de redistribuição de gordura corporal, além de uma redução do metabolismo basal. Isso significa que o corpo passa a gastar menos energia, favorecendo o ganho de peso mesmo sem grandes mudanças na alimentação”, disse.
OUTRAS ALTERAÇÕES
Além disso, fatores como insônia, alterações de humor e diminuição da massa muscular contribuem para dificultar o processo de emagrecimento: “Não é apenas uma questão de disciplina ou dieta. Existe uma base fisiológica que torna esse processo mais desafiador”, pontuou ele.
E prosseguiu: “Por isso, estratégias isoladas costumam não funcionar. É preciso um plano que envolva alimentação adequada, fortalecimento muscular e, em alguns casos, suporte hormonal”, relatou Rhuan.
ACOMPANHAMENTO ESPECIALIZADO
Carolina Cunha também reforçou que o acompanhamento médico é essencial não apenas para lidar com os sintomas, mas para prevenir complicações: “Além do tratamento dos sintomas, o acompanhamento médico regular permite monitorar a saúde óssea, cardiovascular e metabólica”, observou.
Em seguida, ela esclareceu: “A menopausa não precisa ser vista como um problema, mas como uma fase de cuidado e atenção à saúde integral, promovendo bem-estar e qualidade de vida para as mulheres”, destacou.
O relato de Sabrina Parlatore expõe uma realidade vivida por muitas mulheres, mas ainda cercada de cobranças e desinformação. Entender que o corpo muda e que essas mudanças exigem novas estratégias é o primeiro passo para atravessar essa fase com mais equilíbrio e menos culpa.


