
Seleção Brasileira em Lille antes da vitória por 3 x 1 sobre a Croácia que encerrou o ciclo pré-2026 (Foto: Instagram)
Na noite da última terça-feira (31/3), a Seleção Brasileira encerrou seu ciclo de preparação para a Copa do Mundo de 2026 com uma vitória por 3 x 1 sobre a Croácia. Esse período foi caracterizado por instabilidade, frequentes mudanças e uma extensa fase de testes em busca da formação ideal.
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Mais do que os resultados, o ciclo revelou uma equipe em reconstrução. Entre recentes decepções e a pressão para reconquistar o título mundial, o Brasil alternou entre bons momentos e atuações aquém do esperado, refletindo um processo complicado às vésperas da competição.
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Durante pouco mais de três anos, a seleção enfrentou oscilações técnicas e dificuldades para manter uma base sólida. A falta de continuidade no comando e a alta rotatividade de jogadores impediram a consolidação de um padrão de jogo, algo que historicamente sempre foi uma marca das grandes equipes brasileiras.
O ciclo teve início em 2023, logo após a eliminação na Copa do Mundo do Catar, também contra a Croácia, nos pênaltis. Essa derrota não apenas tirou o Brasil da competição, mas também encerrou o ciclo de Tite após 2.390 dias no comando.
A saída de Tite abriu espaço para uma transição conturbada. Sem um nome definido de imediato, a Confederação optou por soluções internas e interinas, iniciando um período de incertezas que impactaria diretamente o desempenho em campo.
A Seleção teve quatro técnicos ao longo do período:
- Ramon Menezes: assumiu interinamente e comandou a equipe em 3 jogos, em um momento de adaptação pós-Copa.
- Fernando Diniz: esteve à frente por 185 dias, com 6 partidas, mas sem conseguir dar identidade ao time.
- Dorival Júnior: teve a passagem mais longa, com 16 jogos, buscando maior equilíbrio, ainda que com oscilações.
- Carlo Ancelotti: atual treinador, no cargo desde maio de 2025. É o primeiro estrangeiro a comandar a Seleção.
A constante troca no comando refletiu diretamente dentro de campo. Cada técnico trouxe ideias distintas, o que dificultou a criação de um modelo consistente.
No total, o Brasil teve quatro treinadores em pouco mais de três anos, com média de um a cada 296 dias.
Retrospecto:
- Ramon Menezes: 3 jogos — 1 vitória, 2 derrotas
- Fernando Diniz: 6 jogos — 2 vitórias, 1 empate, 3 derrotas
- Dorival Júnior: 16 jogos — 7 vitórias, 6 empates, 3 derrotas
- Carlo Ancelotti: 9 jogos — 5 vitórias, 2 empates, 3 derrotas
Se a estabilidade faltou no comando, o mesmo ocorreu em campo. Ao todo, 110 jogadores foram convocados desde 2023, número que evidencia o caráter experimental do ciclo.
A comissão técnica buscou alternativas em todas as posições, testando diferentes perfis e combinações. O resultado foi um grupo amplo, mas que ainda chega à Copa com dúvidas em setores importantes.
Por posição:
- Goleiros: 10
- Defensores: 37
- Meio-campistas: 20
- Atacantes: 43
O alto número de atacantes utilizados chama atenção e reforça a tentativa de encontrar uma formação ofensiva ideal. Por outro lado, também indica a dificuldade em definir nomes absolutos para momentos decisivos.
Entre os destaques do período, Rodrygo foi o artilheiro do ciclo, com 8 gols. Mesmo com bons números individuais, o desempenho coletivo nem sempre acompanhou, o que ajuda a explicar a irregularidade ao longo dos jogos.
Desde 2023, o Brasil disputou 34 partidas, entre amistosos, Eliminatórias e Copa América.
- 15 vitórias
- 9 empates
- 11 derrotas
Os números refletem um desempenho irregular para o padrão histórico da Seleção. Em diferentes momentos, a equipe mostrou competitividade, mas não conseguiu sustentar uma sequência positiva.
Outro dado que reforça a oscilação: em 17 Datas Fifa, o Brasil venceu os dois jogos em apenas duas oportunidades.
Mesmo com a instabilidade, o ciclo deixa sinais claros do caminho adotado: renovação, testes e busca por equilíbrio. Agora, com a base praticamente definida, a Seleção chega à Copa do Mundo cercada de expectativas e também de dúvidas.


