
Ex-primeira-dama surge como trunfo da direita em nova fase de ataques (Foto: Instagram)
A estratégia do PT de iniciar ataques mais intensos a Flávio Bolsonaro (PL) somente após o prazo de desincompatibilização, que termina no sábado (4/4), pode representar um "risco" para o presidente Lula.
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Caso a estratégia funcione, Flávio pode começar a perder força nas pesquisas. Se a queda for acentuada, ainda haverá tempo para a direita substituir o candidato antes das convenções.
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É nesse cenário que surge o risco para Lula. Sem a opção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pode ganhar força.
A esposa de Jair Bolsonaro, por ser evangélica, não enfrenta resistência de líderes religiosos e enfraquece a narrativa de "machismo" contra a direita. Além disso, Lula precisaria medir as palavras nos debates para evitar perder votos, como ocorreu com Aécio Neves (PSDB) em 2014.
Com o marido em prisão domiciliar, Michelle tem acesso irrestrito a Bolsonaro, ao contrário de Flávio, que possui horários limitados para visitas. Isso lhe dá uma vantagem para convencer o ex-presidente de sua viabilidade eleitoral, especialmente se Flávio perder popularidade.
Como já mencionado, o PT pretende intensificar os ataques a Flávio após o prazo de desincompatibilização, quando saberão se Tarcísio poderá concorrer à presidência.
O receio dos petistas é que atacar Flávio agora possa abrir espaço para Tarcísio deixar o governo paulista e assumir a candidatura presidencial.
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