
Chefe do Pentágono reconhece capacidade ofensiva do Irã (Foto: Instagram)
O chefe do Departamento de Guerra dos Estados Unidos realizou uma coletiva de imprensa surpreendente, que contrariou declarações prévias do presidente Donald Trump. Na terça-feira (31/3), Pete Hegseth declarou que o Irã ainda possui capacidades de ataque e continua a resistir na guerra que já se estende por mais de um mês no Oriente Médio.
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Os objetivos dos EUA na guerra contra o Irã incluem garantir que o país não desenvolva armas nucleares, destruir capacidades militares iranianas, como o programa de mísseis e a Marinha, e acabar com o apoio de Teerã a grupos que atuam contra Israel. O conflito já dura 33 dias e resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, antigo líder supremo, além de outras figuras importantes. Mesmo assim, o regime islâmico se mantém firme, com o aiatolá Mojtaba Khamenei assumindo a liderança.
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Conforme o secretário de Guerra dos EUA, as capacidades militares do Irã "estão diminuindo" com o passar do tempo, mas ele reconhece que o país continuará atacando a região. "Os próximos dias serão decisivos", afirmou Hegseth, destacando que o Irã ainda poderá lançar mísseis, mas que serão interceptados.
As palavras do chefe do Pentágono contrastam com as declarações de Trump, que tem afirmado que o Irã está derrotado e que grande parte de sua infraestrutura militar foi destruída. No entanto, ataques iranianos continuam a afetar países do Golfo Pérsico, com Teerã alertando que qualquer agressão transformaria alvos norte-americanos em legítimos.
As bases militares e representações diplomáticas dos EUA têm sido bombardeadas desde o final de fevereiro, com a participação de milícias do Iraque, Hezbollah no Líbano e Houthis no Iêmen, resultando na morte de 13 soldados americanos.
Dados do projeto ACLED indicam que, entre 28 de fevereiro e 31 de março, o Irã realizou 1.238 ataques no Oriente Médio em retaliação aos EUA e Israel. Destes, 649 foram interceptados, mas 589 impactos foram confirmados.
Na segunda-feira (30/3), a ACLED registrou 24 ataques em 23 regiões de 8 países. Os ataques iranianos podem evoluir para atingir empresas norte-americanas na região, como prometido pelo IRGC, incluindo Google, Apple, Microsoft, Tesla e Boeing.
TRUMP RECUA SOBRE ORMUZ
O The Wall Street Journal informou que Trump considera encerrar a guerra no Irã, apesar do bloqueio do Estreito de Ormuz, que afeta 20% do petróleo global. Com o preço do combustível em alta, Trump cogitou reabrir a passagem, mas recuou devido à falta de apoio, inclusive da Otan.
Em uma mensagem na rede social Truth, Trump sugeriu que países sem combustível comprem dos EUA ou tentem reabrir o estreito por conta própria. Apesar disso, Trump continua a ameaçar atacar instalações de energia do Irã, caso não haja acordo, com prazo final em 6 de abril.


