A emoção dominou o velório de Francisco Farias Antunes, de 9 anos, filho do humorista Vinicius Antunes, conhecido nas redes como Cacofonias, que faleceu após ser atropelado por um ônibus no Rio de Janeiro. Durante conversa com a imprensa, o humorista declarou que evitou assistir às imagens do ocorrido e pediu por mais “estrutura” e “segurança” na cidade.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Chico, como era carinhosamente chamado por seu pai, foi velado e sepultado nesta quarta-feira (1°/4) no Cemitério da Penitência, localizado no bairro do Caju, no Rio de Janeiro. No mesmo acidente, a esposa do humorista, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, também perdeu a vida. Ambos estavam em uma bicicleta elétrica quando foram atingidos pelo coletivo.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Em declarações à imprensa, Vinicius mencionou que evitou ver as imagens do acidente e que não está “preparado” para analisar possíveis contradições entre as imagens das câmeras de segurança e o depoimento do motorista do ônibus.
“Eu pulei todas as imagens, todas as informações sobre o acidente. Sei que foi um acidente, mas acho que vai ter gente mais preparada nesse momento para lidar com esse tipo de coisa”, afirmou o humorista. “Nesse momento, eu só queria sepultar meu filho mesmo, encerrar esse ciclo”, destacou. Em seguida, ele comentou sobre a falta de segurança no Rio: “Espero que as pessoas vejam isso, punam se tiver que punir, mas o certo é que ele não vai voltar. Espero mais estrutura, porque o Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive, onde todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais. Então, que a gente tenha mais segurança, não só no trânsito.”
As gravações das câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil mostram o momento da colisão e apontam elementos que divergem da versão inicial apresentada pelo motorista do ônibus.
No depoimento, o condutor alegou que a bicicleta foi “fechada” por um carro preto, o que teria causado a queda das vítimas na pista central. No entanto, as imagens não mostram essa manobra atribuída ao veículo que estava atrás do ônibus.
Emanoelle faleceu no local do atropelamento. Já o filho foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O trecho onde ocorreu o acidente não possui ciclofaixa, informação que também passou a ser considerada nas investigações.


