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Nutricionista explica por que o mel não estraga e pode durar anos

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Pote de mel puro reforça seu poder de conservação natural (Foto: Instagram)

O mel é um dos raros alimentos que pode atravessar décadas, e até séculos, sem se deteriorar. Este fato desperta curiosidade e dúvidas entre os consumidores: afinal, por que o mel não se estraga como outros alimentos?

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A resposta reside na sua composição química. De acordo com a nutricionista Thays Pomini, que atende em São Paulo, o mel tem propriedades naturais que dificultam a sobrevivência de micro-organismos.

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“O mel possui pouquíssima água disponível e uma alta concentração de açúcares, o que cria um ambiente hostil para micro-organismos. Além disso, seu pH é ácido e contém compostos antimicrobianos. Ou seja, sua composição atua como um conservante natural”, explica. Esses fatores combinados impedem que bactérias e fungos se multipliquem, o que ajuda a entender por que o mel não estraga como outros produtos.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA É O SEGREDO DA CONSERVAÇÃO
A nutricionista Yasmin Carvalho Mesquita, do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, afirma que a durabilidade do mel se deve a uma combinação de fatores químicos.

“O mel tem baixa quantidade de água e alta concentração de açúcares, dificultando a sobrevivência de micro-organismos. Além disso, possui pH ácido e compostos antimicrobianos naturais, como o peróxido de hidrogênio”, comenta. Essa combinação impede o crescimento de bactérias e fungos, enquanto alimentos mais úmidos estragam rapidamente, o mel pode permanecer estável por longos períodos.

MEL NÃO TEM “DATA DE VALIDADE”, MAS PODE PERDER PROPRIEDADES
Apesar de ser conhecido como um alimento “eterno”, especialistas alertam que isso não significa que o mel se mantenha inalterado ao longo dos anos.

Thays Pomini destaca que, com o tempo, pode haver pequenas perdas de compostos bioativos, especialmente se o produto não for armazenado corretamente. “O mel bem armazenado pode ser consumido por anos com segurança, mas seu valor funcional pode diminuir lentamente”, afirma a nutricionista. A exposição ao calor e à luz, por exemplo, pode reduzir a quantidade de enzimas e antioxidantes.

CRISTALIZAÇÃO DO MEL É NATURAL
Outro fenômeno que gera dúvidas é a cristalização do mel. Quando ele fica mais espesso ou com cristais, muitos pensam que estragou. Mas isso não é verdade.

“A cristalização é um processo natural. A glicose presente no mel tende a formar cristais ao longo do tempo”, explica Yasmin Mesquita. Esse processo pode ocorrer mais rapidamente dependendo da variedade do mel e da temperatura de armazenamento. Mesmo cristalizado, o produto continua próprio para consumo.

COMO ARMAZENAR
Para preservar as características do mel, alguns cuidados simples são essenciais. O ideal é mantê-lo bem fechado, em local seco e fresco, protegido da luz e longe de fontes de calor, como fogões. Deixar o pote aberto ou em ambientes úmidos pode alterar o sabor e o aroma.

QUANDO O MEL PODE ESTRAGAR
Embora muito estável, o mel não é totalmente imune à contaminação. Se entrar água, pode ocorrer fermentação por leveduras. Outro cuidado é com o consumo por crianças pequenas. O mel não deve ser oferecido a bebês menores de um ano devido ao risco de botulismo infantil. Fora essa recomendação, quando bem armazenado, o mel continua seguro e pode durar muito tempo, explicando por que não vence como a maioria dos produtos da despensa.

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