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Kremlin afirma que Rússia não enfrenta bloqueios no Estreito de Ormuz

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Yuri Ushakov discute segurança da navegação no Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)

O assessor de política externa da Rússia, Yuri Ushakov, declarou nesta quinta-feira (2/4) que o Estreito de Ormuz permanece acessível para a Rússia, mesmo diante de restrições que afetam a navegação no Golfo Pérsico.

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Conforme Ushakov, embora a passagem marítima enfrente limitações para a maioria dos navios, as embarcações russas continuam com permissão para transitar pela área.

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Segundo a Organização Marítima Internacional, aproximadamente 2.000 embarcações estão atualmente retidas no Golfo Pérsico. No entanto, alguns navios de países como China, Índia, Paquistão e Rússia conseguiram atravessar o estreito.

O conflito gera efeitos colaterais que, de certa forma, beneficiam o presidente russo, Vladimir Putin. Ele, que vinha enfrentando pressão econômica e isolamento internacional, encontra uma oportunidade em meio à instabilidade global. O petróleo, principal recurso da Rússia, estava sendo vendido com descontos para garantir compradores, muitas vezes abaixo dos preços internacionais. Com o aumento das tensões no Oriente Médio e o impacto sobre o Estreito de Ormuz, o mercado internacional voltou a focar no petróleo russo.

Os comentários de Ushakov ocorreram durante uma conversa entre autoridades russas e iranianas sobre a segurança da navegação na região. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que os dois lados discutiram maneiras de abordar o tema no Conselho de Segurança da ONU.

A tensão na região aumentou após operações militares dos Estados Unidos e Israel, levando o Irã a impor restrições ao tráfego marítimo. O estreito é a principal artéria energética global, por onde passam grandes volumes de petróleo e gás natural.

Ushakov também respondeu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que países europeus deveriam assumir a responsabilidade pela segurança da passagem. Segundo o assessor, Washington não procurou Moscou para tratar do tema.

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