
Manteiga no café da manhã: moderação faz a diferença (Foto: Instagram)
Quando pensamos em alimentos consumidos no café da manhã, logo lembramos de café, leite, tapioca, chá, frutas e ovos mexidos. Entretanto, um item muitas vezes esquecido é a manteiga, frequentemente passada no pão francês ou no cuscuz. Para entender os efeitos do consumo diário desse laticínio, a coluna consultou o médico Wandyk Allison.
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De acordo com Wandyk Allison, especialista em endocrinologia, metabologia e nutrição clínica, a manteiga "não é um veneno". Ele explica que o problema não está na manteiga em si, mas em quem a consome, quanto consome e o ambiente metabólico da pessoa.
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O alimento é rico em gordura saturada, colesterol e ácido butírico. O médico ressalta que, para quem tem resistência à insulina, inflamação crônica, obesidade visceral, colesterol elevado ou histórico cardiovascular, é importante ter cautela com o consumo de manteiga, pois o excesso de gordura saturada pode agravar essas condições.
Para pessoas metabolicamente saudáveis, ativas e com boa sensibilidade à insulina, a manteiga pode ser incorporada à dieta sem grandes riscos. A manteiga contém gordura saturada, colesterol, ácido butírico e pequenas quantidades de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Wandyk Allison destaca que o que acontece com o organismo depende da quantidade consumida e do estado biológico da pessoa.
O médico adverte que, em excesso, a manteiga pode aumentar o colesterol LDL, conhecido como "ruim", e favorecer a inflamação, especialmente em quem tem resistência à insulina. No entanto, o consumo moderado pode oferecer energia estável e ajudar na saciedade. O butirato presente na manteiga pode ter efeitos benéficos para a saúde intestinal.
Wandyk Allison alerta que o consumo diário de manteiga pode ser prejudicial para quem tem síndrome metabólica, diabetes tipo 2, dislipidemia ou histórico de doenças cardiovasculares. Estudos indicam que dietas ricas em gorduras saturadas tendem a aumentar os níveis de LDL e ApoB, marcadores associados ao risco de doenças cardíacas e vasculares.


