
Páscoa com responsabilidade: doces na medida certa para os pequenos (Foto: Instagram)
Com a chegada da Páscoa, a abundância de ovos de chocolate e doces se torna um desafio para pais e responsáveis. Apesar do forte simbolismo afetivo da data, pediatras do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) destacam a importância da moderação. O consumo descontrolado de alimentos ultraprocessados pode desencadear problemas de saúde que persistem até a vida adulta.
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É importante entender que crianças menores de dois anos não devem ingerir açúcares adicionados, apenas aqueles naturalmente presentes nas frutas. O consumo excessivo de gorduras saturadas e açúcares pode levar a doenças como obesidade e resistência à insulina. Os adultos devem atuar como reguladores, já que as crianças priorizam o sabor e não têm consciência nutricional.
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O problema não reside no chocolate em si, mas no seu consumo exagerado. Nicholas Meira, pediatra do Iamspe, explica que alimentos ultraprocessados e hipercalóricos, quando consumidos frequentemente e em excesso, podem levar a altos níveis de gordura no sangue (dislipidemia). A preocupação médica é com o impacto metabólico a longo prazo, mas Meira destaca que a alimentação também tem uma dimensão social e cultural que não deve ser ignorada.
A introdução de doces na dieta infantil deve ser feita com cuidado. Após os dois anos, o açúcar pode ser introduzido gradualmente e sempre sob supervisão. O objetivo é evitar que o paladar da criança se torne dependente de estímulos hipercalóricos, o que pode prejudicar a aceitação de alimentos nutritivos, como frutas e vegetais.
Para que a celebração da Páscoa ocorra sem prejuízos, o pediatra sugere que os responsáveis estabeleçam limites claros, evitando o consumo excessivo de chocolate de uma só vez. Incentivar refeições equilibradas antes da sobremesa e criar atividades que não se concentrem apenas na comida são estratégias eficazes para manter a saúde das futuras gerações.


