
Robert Arboleda vibra em campo pelo São Paulo, mas enfrenta crise nos bastidores (Foto: Instagram)
O zagueiro equatoriano Robert Arboleda, do São Paulo, viajou sem autorização ao seu país de origem em meio a processos judiciais que somam mais de R$ 6,5 milhões. O clube assumiu algumas das dívidas do jogador, comprometendo-se a quitá-las junto à Justiça.
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Arboleda não participou da partida contra o Cruzeiro no último sábado (4/4) após desaparecer e viajar sem permissão. Segundo relatos, ele estaria descontente com sua posição de reserva após a chegada do técnico Roger Machado e desejaria deixar o clube.
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Desde o início de 2025, Arboleda enfrenta uma disputa com uma ex-advogada que cobra honorários não pagos. Ela afirma que o jogador cancelou os mandatos em 2023 sem quitar os valores devidos. A defesa de Arboleda alega que ele não compreendia o português técnico do contrato. A Justiça bloqueou R$ 12,5 mil de sua conta e um Porsche avaliado em R$ 800 mil. Em março de 2026, um acordo foi feito, mas apenas homologado no início de abril.
Quatro dias antes de desaparecer, em 31 de março, a defesa de Arboleda notificou a Justiça sobre um acordo com a ex-advogada, onde o São Paulo se comprometeu a efetuar o pagamento. O juiz homologou o acordo e suspendeu o processo, que poderá ser retomado caso haja descumprimento.
O Metrópoles tentou contato com o São Paulo para comentar sobre as dívidas do jogador, mas não obteve resposta. Em comunicado oficial, o clube informou que notificou formalmente Arboleda, que tem 24 horas para esclarecer sua situação.
O desaparecimento de Arboleda ocorreu antes do jogo contra o Cruzeiro em 4 de abril. Ele não compareceu à concentração e não deu notícias ao clube. Nem o São Paulo, nem seus familiares conseguiram contato com ele. Rui Costa, diretor de futebol, expressou sua indignação com a atitude do jogador.
Além disso, Arboleda enfrenta outros processos, incluindo uma cobrança por atraso no aluguel de um imóvel em São Paulo, que resultou em uma condenação de R$ 179 mil. O São Paulo pagou as dívidas, e a Justiça determinou a devolução de valores excedentes ao jogador.
Em outra disputa com a empresa Euro Futs Marketing Esportivo, a Justiça ordenou o bloqueio de R$ 4,9 milhões, mas não encontrou valores nas contas de Arboleda. Um acordo de R$ 3 milhões foi firmado em 2024 para encerrar a dívida. A defesa do jogador alegou que ele foi coagido a assinar documentos sob ameaça de prejudicar sua carreira.
Arboleda também enfrentou processos cobrando R$ 680 mil em empréstimos, R$ 800 mil por quebra contratual e R$ 228 mil por um cheque. Ele afirmou que os empréstimos foram ilegais e o cheque falsificado.


