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Lula enfrenta desafios econômicos e busca aprovações no Congresso a seis meses da eleição

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Homem de terno observa painel digital com gráficos econômicos. (Foto: Instagram)

Faltando aproximadamente seis meses para as eleições, com o primeiro turno agendado para 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta pendências importantes para sua campanha de reeleição e questões nacionais que acenderam um alerta no Planalto recentemente. Entre as preocupações estão a percepção negativa sobre a economia e o aumento do endividamento das famílias.

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No que diz respeito aos projetos, o mais significativo é a proposta que encerra a jornada de trabalho 6×1 — onde se trabalha seis dias e descansa um, gerando tensão entre o governo e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O governo pretende enviar ainda nesta sexta (10/4) um projeto de lei (PL) com urgência de 45 dias, enquanto Motta defende que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) é o melhor caminho e já está em tramitação na Casa.

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Na área de segurança pública, há uma PEC do Planalto pendente de votação no Senado. Também está em pauta a regulamentação do trabalho por aplicativos, que o governo quer aprovar até o final do primeiro semestre para aumentar sua popularidade.

Pesquisas recentes mostram uma queda na aprovação do governo, indicando um pleito acirrado à frente. Os dados também preocupam o Planalto.

Nos últimos meses, a aprovação de Lula tem diminuído a cada pesquisa. Segundo levantamento Atlas/Bloomberg divulgado em 25 de março, a aprovação do governo petista caiu para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu para 53,5%. A diferença entre os índices chegou a 7,6 pontos percentuais — em comparação com cerca de 5 pontos em fevereiro e 2 pontos em janeiro.

Membros do governo estão particularmente atentos ao aumento da desaprovação entre jovens e idosos. Entre eleitores de 16 a 24 anos, a rejeição aumentou de 58,6% para 72,7%. Entre aqueles com 60 anos ou mais, subiu de 39,2% para 50,8%.

Interlocutores afirmam que a alta dos combustíveis tem influenciado os resultados das pesquisas. A pesquisa coincidiu com um período de maior pressão sobre os preços da gasolina, devido ao conflito no Oriente Médio.

Na segunda-feira (6/4), o governo lançou o segundo pacote de medidas em menos de um mês para controlar a alta dos preços dos combustíveis no Brasil. As novas ações visam mitigar o impacto da guerra sobre o preço do diesel, passagens aéreas e o gás de cozinha para a população de baixa renda.

Mesmo com a equipe econômica buscando alternativas para minimizar os impactos da guerra no bolso da população, a persistência do conflito e a incerteza sobre seu desfecho continuam afetando a percepção dos brasileiros sobre o governo.

PENDÊNCIAS ATÉ O FINAL DO ANO

  • Lula precisa que três projetos cruciais para sua campanha sejam aprovados no Congresso ainda no primeiro semestre deste ano, para impulsionar sua reeleição. O principal deles é o fim da jornada de trabalho 6×1, atualmente em análise no formato de PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
  • Como reportado pelo Metrópoles, o presidente decidiu enviar nos próximos dias um projeto de lei com regime de urgência constitucional sobre o tema. Nesse caso, Câmara e Senado teriam até 45 dias cada para votar a proposta, sob pena de trancamento da pauta. Lula tomou essa decisão após avaliar que a tramitação do tema no Legislativo não avançou como esperado.
  • A tramitação da PEC da Segurança Pública também é uma prioridade para o governo no Congresso. A proposta, enviada pelo governo em abril de 2025, passou por quase um ano de debates na Câmara antes de ser aprovada, mas ainda precisa ser votada em dois turnos no Senado.
  • A regulamentação do trabalho por aplicativos também está no radar. O relator da PEC sobre o tema, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), deve apresentar o relatório na segunda semana de abril.
  • O governo defende que o valor mínimo pago pelas plataformas de entrega, como Uber, 99, iFood e In Drive, seja de R$ 10 e R$ 2,50 por km adicional. Atualmente, o valor pago pelos aplicativos é de R$ 7,50. O relator defende que seja pago R$ 8,50. Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, caso não exista acordo sobre o tema, o governo deve incluir a proposta de valor mínimo por meio de uma emenda em plenário.

ENDIVIDAMENTO
O aumento do endividamento das famílias e a percepção de piora na economia pressionam o chefe do Executivo. Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado em 11 de março, o percentual de famílias endividadas chegou a 80,2% em fevereiro — o maior da série histórica.

O recorde de endividamento vem acompanhado de alta na inadimplência. Após três meses de queda, o índice voltou a subir e atingiu 29,6% dos entrevistados — maior patamar desde novembro do ano passado (30%).

Também cresceu a percepção de piora na economia, que alcançou 48% de acordo com a Genial/Quaest, atingindo o nível mais alto desde setembro do ano passado. Em fevereiro, esse índice era de 43%, o que representa aumento de cinco pontos percentuais. A sondagem ainda aponta deterioração nas expectativas para os próximos meses: 34% dos entrevistados acreditam que a economia vai piorar nos próximos 12 meses, ante 29% em fevereiro. Já 41%, mesmo percentual do levantamento anterior, esperam melhora.

Os dados chegaram ao Planalto, e Lula passou a manifestar publicamente preocupação com o endividamento da população. O presidente argumenta que o país registra baixo desemprego e aumento da massa salarial, o que, na sua avaliação, contrasta com a alta da inadimplência, apontando uma “contradição”. O chefe do Executivo afirmou ter solicitado ao Ministério da Fazenda uma solução para o problema e atribuiu parte do endividamento a pequenas compras feitas via cartão de crédito e Pix em plataformas digitais.

Outro ponto de tensão é a política monetária restritiva do Banco Central (BC), responsável pela taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano. Apesar da redução de 0,25 ponto percentual em março, o corte ficou aquém do esperado pelo governo. A avaliação no Planalto é de que os juros elevados pressionam o consumo e contribuem para a piora na percepção econômica.

PACOTE DE BENESSES
Para conter o cenário negativo neste momento, Lula aposta em um pacote de bondades, também utilizado por outros presidentes anteriormente em contexto de véspera de eleição.

As medidas incluem subsídios para conter a alta de preços dos combustíveis e do gás de cozinha, além de um novo programa de renegociação de dívidas e da reversão da “taxa das blusinhas”.

Apesar de manter uma base consolidada, o presidente enfrenta dificuldades para ampliar apoio fora de seu eleitorado mais fiel, em um cenário no qual a situação econômica tende a pesar diretamente na decisão de voto.

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