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82% das vítimas de estupro no DF têm menos de 14 anos, aponta pesquisa da UnB

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Violência sexual no DF: estudo da UnB identifica cinco perfis de vitimização (Foto: Instagram)

Uma pesquisa inédita realizada no programa de pós-graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde da Universidade de Brasília (UnB) analisou os crimes de estupro no Distrito Federal entre 2018 e 2021. O estudo examinou 3.375 casos e traçou um perfil detalhado das vítimas e dos agressores.

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A análise revelou cinco padrões distintos de vitimização que demandam estratégias específicas de investigação, prevenção e políticas públicas. Esses padrões incluem: crianças abusadas no ambiente familiar por pessoas de confiança; estupro cometido por conhecidos em locais internos sem uso de armas; adolescentes e jovens abusadas no contexto noturno com uso de substâncias psicoativas; vítimas cuja vulnerabilidade socioeconômica as expõe a riscos; e mulheres adultas violentadas por parceiros.

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A tese foi desenvolvida pela doutoranda e perita criminal Ana Carolina Humanes, sob orientação da professora Andrea Gallassi. Humanes, que também é chefe do Laboratório de Biologia Forense da Polícia Civil do DF, destacou a dificuldade de compreender os crimes sexuais como parte de um padrão mais amplo.

A pesquisa revelou que 67,3% das vítimas são vulneráveis, com 82,1% sendo crianças menores de 14 anos. A maioria das vítimas é do sexo feminino, mas há uma proporção significativa de meninos entre as crianças.

Os crimes ocorrem principalmente em ambientes internos (81%), reforçando o caráter privado e invisível da violência sexual. A doutoranda observa que a cultura do estupro normaliza relações de poder desiguais e silencia a violência familiar e social.

Casos envolvendo crianças costumam ocorrer durante o dia, em locais internos e com agressores conhecidos, apresentando menor uso de violência física. Já entre vítimas não vulneráveis, há maior uso de armas e violência física.

O estudo identificou que a maioria dos agressores são homens adultos, conhecidos das vítimas, incluindo familiares como padrastos, pais e tios. Muitos casos de abuso intrafamiliar não deixam vestígios físicos, dificultando a investigação.

A Dra. Andrea Gallassi defende a educação sexual nas escolas como forma de proteção, não de incentivo ao sexo, para que crianças saibam identificar e relatar abusos.

Regiões como Brazlândia e Estrutural, com baixos índices de desenvolvimento humano, apresentam altas ocorrências de estupro, mas o crime também atravessa classes sociais, como visto no Varjão.

Barreiras à denúncia são comuns entre populações com menor escolaridade e maior vulnerabilidade social. A subnotificação é uma limitação significativa, sugerindo que os dados subestimam a real magnitude do problema.

A PCDF tem um papel crucial na rede de proteção, sendo a primeira instituição a que a vítima recorre. O acolhimento adequado pode definir o curso do processo judicial e emocional.

O estudo da UnB foi publicado em 28 de março no Journal of Interpersonal Violence, destacando a importância de abordagens intersetoriais para combater a violência sexual. Estratégias como programas escolares de prevenção e fortalecimento de redes de proteção são essenciais.

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