
Drone MQ-4C Triton desaparece sobre o Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
Um drone de vigilância da Marinha dos Estados Unidos desapareceu na quinta-feira (9/4) enquanto sobrevoava o Estreito de Ormuz. O equipamento, um MQ-4C Triton avaliado em cerca de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), perdeu contato logo após emitir um alerta de emergência durante o voo.
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O incidente aconteceu dois dias depois que EUA e Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo, que incluía a reabertura da rota marítima por Teerã.
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O MQ-4C Triton, desenvolvido pela Northrop Grumman, é projetado para missões de vigilância estratégica de longa duração, especialmente em áreas sensíveis como rotas marítimas. O modelo pode operar por mais de 24 horas a altitudes superiores a 15 mil metros, com alcance de cerca de 13,7 mil quilômetros. Ele também trabalha em conjunto com aeronaves de patrulha P-8A Poseidon, ampliando a capacidade de monitoramento em larga escala. Até 2025, a Marinha dos EUA possuía cerca de 20 unidades do Triton, com planos de expandir a frota.
Informações indicam que o drone havia completado cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e na área do estreito. Antes de desaparecer, a aeronave não tripulada parecia retornar à sua base na Estação Aérea Naval de Sigonella, na Itália.
Dados do FlightRadar24 mostram que o drone fez uma leve alteração de rota em direção ao território iraniano, momento em que foi registrado o código 7700, usado para emergências gerais. Logo após, o equipamento começou uma descida rápida, perdendo altitude até sumir dos radares. Ainda não se sabe se o drone caiu devido a uma falha técnica ou se foi abatido.
Na noite de quinta-feira, o presidente Donald Trump alertou o Irã após relatos de que o país estaria cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz. Trump criticou a atuação iraniana, sugerindo que Teerã não está cumprindo sua parte no cessar-fogo. "O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!", afirmou.
Na mesma quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o estreito está aberto, mas com restrições, alertando para o risco de minas navais e informando que a Guarda Revolucionária coordena o tráfego. O líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, declarou que o Irã pretende levar a gestão do Estreito de Ormuz a uma "nova fase", em meio à crescente tensão.


