
DNA confirma que corpo achado em Major Gercino é de corretora desaparecida (Foto: Instagram)
Um exame de DNA comprovou que o corpo achado no início de março em Major Gercino, na Grande Florianópolis, pertence à corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que foi assassinada na capital catarinense. A confirmação veio mais de um mês após a descoberta do corpo.
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A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo irmão de Luciani, Matheus Estivalet Freitas, que agora aguarda a liberação do corpo para realizar a cerimônia de despedida. O corpo de Luciani foi encontrado em um córrego no dia 11 de março.
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ENTENDA O CASO
Luciani Aparecida Estivalet Freitas desapareceu em Florianópolis (SC) no início de março. A família registrou um boletim de ocorrência após receber mensagens pelo WhatsApp dela com erros de português.
De acordo com o irmão da corretora, após um período sem comunicação, a família começou a suspeitar se era realmente Luciani quem enviava as mensagens, devido aos erros de ortografia que ela não costumava cometer.
Em uma das mensagens, havia palavras erradas como: “pesso”, “respentem”, “precionando” e “persiguindo”.
O carro de Luciani foi visto pela última vez em São João Batista (SC) por uma câmera de monitoramento da rodovia. Além disso, os cartões de crédito dela foram usados para compras online.
A polícia também identificou um empréstimo de R$ 20 mil em nome da corretora.
SUSPEITOS PRESOS
A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu uma mulher de 30 anos suspeita de envolvimento na morte da corretora Luciani.
As investigações começaram após compras serem feitas com o cartão de crédito da vítima, usando suas informações de pagamento, principalmente em uma plataforma de compras online.
Posteriormente, os policiais da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) identificaram um adolescente retirando as mercadorias compradas em diversos locais na região norte da ilha.
O adolescente era vizinho de Luciani, morando no mesmo condomínio.
Foi identificado também que o irmão do adolescente, de 27 anos, estava foragido do estado de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022, em Laranjal Paulista, onde o dono de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.
Ele e a companheira, de 30 anos, também moravam em um apartamento vizinho ao de Luciani.
Os policiais encontraram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidas em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, sob responsabilidade da mulher.
A mulher foi presa em flagrante e levada ao sistema prisional, enquanto os policiais continuaram a busca pelo casal, que tentou fugir para o Rio Grande do Sul, sendo presos na quinta-feira na cidade de Gravataí, por policiais rodoviários federais.


