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Médico é indiciado após liberar menino que morreu de apendicite em Goiás

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Médico indiciado por homicídio culposo após morte de Theo, 10 anos (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Goiás concluiu a investigação sobre o falecimento de Theo Pietro Medeiros, de 10 anos. O garoto foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Águas Lindas (GO), na região do Entorno do Distrito Federal, mas foi liberado pelo médico e faleceu devido a complicações de uma apendicite. O médico que deu alta ao menino foi indiciado por homicídio culposo, que ocorre quando não há intenção de matar, e pode enfrentar uma pena de 1 a 3 anos de prisão.

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O caso remonta a outubro de 2015. Durante o inquérito, foi descoberto que o médico liberou o paciente sem esperar os resultados dos exames laboratoriais. Além disso, ele não encaminhou Theo para um exame de ultrassonografia e não registrou a alta no sistema, o que só ocorreu pela médica do plantão seguinte, na manhã do dia seguinte.

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Theo Pietro faleceu cerca de 20 horas após ser liberado. Quando foi socorrido novamente, já chegou sem vida à unidade de saúde. Os exames realizados posteriormente indicaram uma infecção bacteriana grave na corrente sanguínea do menino.

Os laudos cadavérico e complementar mostraram que a criança já apresentava um quadro crítico de infecção abdominal quando procurou atendimento, com grande presença de secreção purulenta no abdômen. Mesmo assim, Theo foi liberado antes da conclusão dos exames laboratoriais.

A investigação foi embasada por duas perícias médicas feitas por legistas, vasta documentação de prontuário e registros de atendimento, além de depoimentos de médicos, enfermeiros, familiares da vítima e do biomédico responsável pela análise dos exames laboratoriais. Um protocolo de estudo de resultados adversos no serviço de saúde, elaborado pela Secretaria de Saúde de Águas Lindas, também foi considerado.

Concluiu-se que o médico responsável pela alta agiu de forma negligente, levando ao falecimento da vítima, e por isso foi indiciado por homicídio culposo. O caso foi encaminhado ao Judiciário para os procedimentos legais.

“MAMÃE, EU NÃO AGUENTO MAIS”
Conforme a família, tudo começou quando a mãe de Theo o levou à UPA da cidade, em 20 de outubro, após ele se queixar de dores.

A criança foi transferida para a unidade básica de saúde (UBS), onde recebeu atendimento inicial, foi medicada e liberada. Na quarta-feira (22/10), retornaram à UPA, pois os sintomas não cessaram. Theo foi novamente atendido, medicado e liberado.

A prima e advogada da família, Ana Laura Medeiros, informou ao Metrópoles que, nesse dia, foram feitos exames de raio-x e sangue. “O raio-x indicou acúmulo de fezes e o exame de sangue estava normal, segundo os médicos”, relatou.

Ana Laura afirmou que, em um dos últimos momentos, Theo, de 10 anos, disse: “Mamãe, eu não aguento mais. Eu te amo”. Ela destacou que a família passou a acreditar em erro médico a partir de sexta-feira (24/10).

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