
Restaurante Universitário da EACH anuncia suspensão do feijão (Foto: Instagram)
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) relataram sérios problemas na qualidade das refeições oferecidas no Restaurante Universitário (RU) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), localizada na zona leste de São Paulo. As reclamações incluem a presença de carunchos no feijão, alimentos estragados e casos de intoxicação alimentar.
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De acordo com o Centro Acadêmico do curso de Gestão de Políticas Públicas, os problemas se agravaram desde o início do ano. Entre as principais queixas estão a diminuição das opções no cardápio, a queda na qualidade das refeições e a ausência de alternativas como pratos vegetarianos.
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Nos últimos meses, os relatos pioraram. Alunos afirmam ter encontrado insetos em alimentos como frango e sobremesas com mofo. Um caso específico envolve uma estudante que teria sofrido intoxicação alimentar após consumir uma refeição no local.
Um incidente recente gerou mais preocupação: a suspensão do feijão no almoço devido à contaminação por carunchos. Segundo os estudantes, a informação foi confirmada internamente, mas o aviso no restaurante mencionava apenas "problemas técnicos", sem detalhar a gravidade. Para o centro acadêmico, a comunicação foi vaga e omitiu a seriedade da situação.
O Metrópoles procurou a Básica Refeições, responsável pelas refeições na USP, mas não obteve resposta até o momento da publicação. O espaço segue aberto para manifestações.
DENÚNCIAS TAMBÉM NA FACULDADE DE DIREITO
Problemas semelhantes foram registrados no bandejão da Faculdade de Direito da USP. Estudantes relataram a presença de insetos e larvas nos alimentos, além da falta de itens como carne, resultando em longas filas. As queixas foram encaminhadas ao Centro Acadêmico XI de Agosto, que está reunindo denúncias sobre a qualidade dos serviços.
Os estudantes destacam que o fato de a mesma empresa atender diferentes unidades da USP aumenta a preocupação com falhas no controle de qualidade e armazenamento dos alimentos. A direção da EACH informou que o restaurante opera sob um contrato emergencial, enquanto um novo processo licitatório está em andamento para substituir a empresa responsável nos próximos meses.
PARALISAÇÃO DE ESTUDANTES DA USP
Como forma de protesto por melhores condições de permanência estudantil, estudantes da USP paralisaram suas atividades na terça-feira (14/4). No total, 105 cursos dos campi do Butantã, zona leste, Largo do São Francisco, Quadrilátero da Saúde e interior aderiram à paralisação.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme reivindica melhores condições nos bandejões, fim da privatização, aumento do auxílio estudantil e isonomia entre docentes e funcionários.
Para garantir o protesto, entre a noite de segunda (13/4) e a manhã de quarta (14/4), os estudantes planejam realizar um "piquete" nos prédios dos institutos, bloqueando a entrada nas salas de aula.
Em nota, a USP afirmou que não pretende restringir a atuação das entidades estudantis ou negar o uso dos espaços historicamente ocupados por elas. A universidade reconhece a importância da mobilização dos alunos e assegura a continuidade de suas atividades.


