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Donos de produtoras de funk em SP são detidos em operação da PF

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Donos da Love Funk e GR6 são presos na Operação Narco Fluxo (Foto: Instagram)

Os proprietários de duas produtoras de funk na capital paulista foram presos durante a operação Narco Fluxo, iniciada pela Polícia Federal na manhã de quarta-feira (15/4). A operação investiga um esquema bilionário que utiliza as indústrias fonográficas e de entretenimento para lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 260 bilhões.

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Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como Rato, dono da Love Funk, e Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da GR6, foram presos temporariamente por ordem da 5ª Vara Federal de Santos, localizada no litoral de São Paulo.

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Conforme a decisão do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, Rato é identificado como operador financeiro do esquema, realizando transações sem comprovação de origem lícita.

A decisão também menciona que Rato está envolvido em outras investigações sobre lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Rodrigo também já foi investigado por ligações com a facção criminosa.

A investigação da PF aponta que a produtora de Rodrigo, a GR6, fez transferências bancárias para Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, considerado líder e principal beneficiário do esquema.

A operação também tem como alvo outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias. As investigações sugerem que as transações ocorriam no Brasil e no exterior.

Durante a operação, foram determinadas medidas de bloqueio de bens e apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos. A Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.

A ação ocorre simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal, com o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

Ryan também foi preso durante a operação, assim como outros 32 alvos. Ele participará de audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (16/4). Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze, Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, o influenciador Chrys Dias e sua esposa, Débora Paixão, também foram detidos temporariamente.

A 5ª Vara Federal de Santos informou ao Metrópoles que mais de 30 audiências de custódia já haviam sido realizadas até a manhã desta quinta-feira, e todas as prisões foram mantidas pela Justiça.

Na operação Narco Fluxo, mais de 200 policiais federais estão envolvidos, cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho.

A operação ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal. A PF estima que o grupo movimentou mais de R$ 260 bilhões. Foram apreendidos armas, carros de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que auxiliarão nas investigações.

Entre os detidos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan, afetando 77 alvos, entre empresas e pessoas físicas.

A decisão judicial baseou o valor do bloqueio no lucro estimado com os crimes: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira enviados pelo Coaf”.

Foram adotadas medidas de restrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e restrições societárias, para interromper atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. As investigações continuam, e os alvos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os donos das produtoras negam irregularidades. Em nota, o escritório Aury Lopes Jr. Advogados, que defende Rato, manifestou surpresa com a operação contra as empresas Love Records, Formato Funk e o empresário Henrique Viana, “respeitado nacionalmente na indústria musical”.

A defesa afirmou que Rato é inocente e que tomará as medidas cabíveis após ter acesso à investigação. Os advogados de Rodrigo, José Luis Oliveira Lima e Bruno Dallari Oliveira Lima, disseram que as transações financeiras referem-se a relações comerciais lícitas e regulares.

A GR6 e seu sócio reiteram a legalidade de suas atividades e estão colaborando com a investigação, prestando os esclarecimentos necessários.

A defesa de MC Ryan informou que não teve acesso ao procedimento, mas destacou a integridade do funkeiro e a lisura de suas transações financeiras. A defesa de MC Poze afirmou que desconhece os autos ou o teor do mandado de prisão, mas se manifestará na Justiça.

A defesa de Raphael Sousa, dono da Choquei, declarou que seu vínculo com os fatos investigados se deve à prestação de serviços publicitários, uma atividade lícita e regular. O advogado Pedro Paulo de Medeiros afirmou que Raphael não integra organização criminosa.

Por fim, a defesa de Chrys Dias e Débora Paixão informou que, como o processo corre sob segredo de Justiça, as manifestações ocorrerão apenas nos autos, repudiando vazamentos de imagens que violaram a privacidade da família.

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