
Suspeito Luiz Fernando Dutra em foto divulgada pela polícia (Foto: Instagram)
Luiz Fernando Dutra é investigado por criar um "batalhão" fictício, recrutando mais de 200 pessoas com promessas de uma carreira militar em Minas Gerais. Ele foi detido em flagrante no início deste mês em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quando tentava aplicar um novo golpe em uma escola pública.
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De acordo com as investigações, Dutra se apresentava como tenente-coronel da Polícia Militar, usando uniformes e documentos falsos para dar credibilidade ao esquema. Assim, ele convencia as vítimas a se juntarem ao suposto batalhão, onde eram submetidas a uma rotina baseada na hierarquia militar.
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No local, Dutra agia como comandante, impondo regras rígidas, treinamentos e até multas financeiras. Vítimas relataram que eram obrigadas a prestar continência diariamente e a pagar multas se desobedecessem as ordens. "Se não batesse continência, tinha que pagar cerca de R$ 700", disse uma das vítimas. Dutra prometia emprego formal, salário fixo e benefícios como plano de saúde, mas nada disso era verdade.
Além do falso batalhão, Dutra tentou fechar contrato com uma empresa de excursões escolares, fingindo ser capelão da Força Aérea Brasileira. Ele ofereceu uma suposta doação de mais de R$ 300 mil para financiar passeios de estudantes, mas a fraude foi descoberta antes de causar prejuízos.
O homem foi preso em flagrante ao tentar aplicar um novo golpe, mas foi liberado após registro por falsidade ideológica, pois não houve prejuízo financeiro consumado nesse caso específico. Com a repercussão, outras vítimas procuraram a polícia relatando casos semelhantes. Há ainda denúncias de maus-tratos a animais no local onde o falso batalhão funcionava.


