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MPSP solicita indenização milionária a fabricante de bebidas adulteradas

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Caixas de garrafas apreendidas na fábrica clandestina de bebidas adulteradas em São Bernardo do Campo (Foto: Instagram)

Vanessa Maria da Silva, detida em outubro de 2025 e acusada de liderar uma fábrica clandestina de bebidas adulteradas em São Bernardo do Campo, está novamente sob investigação da Justiça. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) agora busca que ela pague cerca de R$ 1,6 milhão por danos morais coletivos.

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Vanessa, já condenada a 7 anos de prisão pela adulteração de bebidas alcoólicas, é identificada como parte de um grupo criminoso envolvendo familiares, como marido, pai e cunhado, que produzia e distribuía as bebidas adulteradas. O esquema resultou em contaminação de pelo menos três pessoas no estado.

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O valor solicitado pelo MPSP corresponde a mil salários mínimos e visa reparar os danos à sociedade, além de desencorajar a prática desse tipo de crime.

Investigações da Polícia Civil sobre casos de contaminação por metanol em São Paulo identificaram o núcleo familiar de Vanessa Maria da Silva, presa em outubro de 2025, quando sua fábrica clandestina foi fechada. As investigações revelaram que Vanessa e familiares compravam etanol em postos de combustíveis em Santo André e São Bernardo do Campo para adulterar bebidas vendidas ilegalmente.

Os postos não tinham ligação entre si e não foram alvo de outras operações federais, nem há indícios de crime organizado. O marido e o pai de Vanessa já tinham antecedentes por falsificação de bebidas, e a investigação apontou ainda um intermediário responsável pela compra de etanol.

A Polícia Civil atribui ao grupo familiar a responsabilidade por casos de contaminação que resultaram em pelo menos três vítimas no estado. Entre os casos investigados estão duas mortes associadas ao consumo de bebida adulterada em um bar na zona leste da capital, além de uma terceira vítima que ficou cega após ingerir o produto em outro local.

As investigações indicaram que Vanessa Maria da Silva operava uma fábrica clandestina em sua residência, no bairro Assunção, onde bebidas alcoólicas falsificadas eram produzidas, armazenadas e vendidas, utilizando substâncias como etanol, altamente perigosas à saúde.

Entre as vítimas estão Ricardo Mira e Marcos Antônio Jorge Junior, que faleceram após consumirem bebida adulterada no Torres Bar, na Mooca, zona leste de São Paulo. As mortes foram os primeiros casos confirmados de contaminação por metanol no Brasil.

Durante a operação, foram apreendidas 924 garrafas vazias, 98 já cheias com bebidas adulteradas, cerca de 1.520 tampas e lacres, além de aproximadamente 3 mil rótulos falsificados de marcas conhecidas. Também foram encontrados galões com líquidos sem identificação e equipamentos utilizados na produção, como prensas e sopradores térmicos.

A Promotoria informou que casos de adulteração de bebidas continuam sob investigação em diferentes inquéritos no estado, com registros de pelo menos 53 pessoas intoxicadas em São Paulo e 12 mortes associadas a esse crime.

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