
MC Ryan SP tem show cancelado em São Vicente após prisão na Operação Narcofluxo (Foto: Instagram)
A produtora responsável pelo show do MC Ryan SP anunciou o cancelamento da apresentação, que estava marcada para sexta-feira (17/4) no Rocket Sea Club, em São Vicente, no litoral sul de São Paulo, devido a "motivos alheios à nossa vontade".
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A produtora All In comunicou nas redes sociais que o MC Ryan SP não poderá se apresentar, pedindo a compreensão de todos. O show será substituído por MC Lele JP, conhecido pela música "Diário de um Cafajeste", em colaboração com Ryan e outros artistas do funk.
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Após uma audiência de custódia realizada na quinta-feira (16/4), a Justiça decidiu manter MC Ryan SP preso. Ele está detido na sede da Polícia Federal em São Paulo. A defesa do cantor informou que o juiz deu um prazo de 24 horas para que o Ministério Público Federal se manifeste sobre as alegações defensivas apresentadas. Após esse período, será decidido sobre a continuidade da prisão ou a possibilidade de liberação.
Além de MC Ryan, outros envolvidos na Operação Narcofluxo, como MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira — proprietário da página Choquei — e mais 29 pessoas também continuam detidos.
A equipe de defesa de Ryan declarou ao Metrópoles que o cantor mantém total integridade e que todas as suas transações financeiras são legítimas e devidamente comprovadas, com o pagamento regular de tributos. A defesa espera que os esclarecimentos futuros comprovem a verdade dos fatos.
A operação da Polícia Federal, deflagrada na manhã de quarta-feira (15/4), investigou um esquema de lavagem de dinheiro bilionário, com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão no Brasil e no exterior. O grupo utilizava uma estrutura complexa para ocultar a origem dos recursos, que circulavam por empresas e operações financeiras de alto valor.
De acordo com a PF, Ryan foi identificado como líder e principal beneficiário do esquema, utilizando empresas de produção musical e entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos de apostas ilegais e rifas digitais. Ele também teria transferido participações societárias para familiares e outras pessoas para distanciar seu nome do dinheiro ilícito.
O dinheiro era lavado através da compra de imóveis, veículos, joias e outros ativos valiosos. As autoridades mencionaram um vínculo do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação contou com a participação de mais de 200 policiais federais, que cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados e no Distrito Federal. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan, afetando 77 alvos entre empresas e pessoas físicas. As investigações continuam, e os envolvidos podem responder por crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


