
Imagem reflete a busca extrema por um padrão estético impulsionado pelo looksmaxxing (Foto: Instagram)
Homens têm adotado medidas extremas, como quebrar os próprios ossos faciais com martelos, para atingir um padrão estético ideal. Essa prática, associada ao movimento conhecido como looksmaxxing (maximizar a atratividade, em tradução livre), reacende o debate sobre os limites da busca pela aparência e levanta questões sobre as motivações por trás de práticas que beiram a automutilação.
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O movimento ganhou força em comunidades online, especialmente entre incels (celibatários involuntários), e promove transformações físicas radicais para melhorar a beleza masculina. Essas mudanças vão desde dietas extremamente restritivas até procedimentos estéticos invasivos. Um dos influenciadores que ajudou a popularizar essa tendência é Clavicular, que foi hospitalizado em Miami na terça-feira (14/4) após uma suposta overdose.
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Braden Peters, conhecido como Clavicular, destacou-se na internet por compartilhar sua rotina dedicada ao looksmaxxing. Ele já admitiu usar metanfetamina para controlar o apetite, e acredita-se que esse hábito possa estar ligado ao incidente que ganhou destaque nas redes sociais, após a divulgação de um vídeo onde aparece sendo socorrido.
O crescimento do looksmaxxing nas redes sociais levanta preocupações sobre os impactos dessa subcultura, especialmente entre homens. O movimento impõe padrões estéticos rígidos e, em alguns casos, incentiva práticas extremas em busca de um ideal de beleza. As principais preocupações incluem o aumento da procura por procedimentos estéticos, a prática do bonesmashing – que consiste em fraturar os ossos do rosto – e os possíveis efeitos na saúde mental, como a dismorfia corporal.
O tema também se relaciona com figuras controversas que se tornaram ícones nesses espaços. Um caso frequentemente citado é o de Elliot Rodger, filho do cineasta Peter Rodger, que em 2014 matou seis pessoas na Califórnia antes de tirar a própria vida. Após o ataque, ele passou a ser exaltado em fóruns incel, evidenciando como essas comunidades podem amplificar discursos prejudiciais e comportamentos extremos.


