
Réus acomodados durante o 6º dia de julgamento da maior chacina do DF (Foto: Instagram)
O Tribunal do Júri do caso da maior chacina do Distrito Federal deve ser finalizado na noite deste sábado (18/4), após seis dias de julgamento. A previsão foi atualizada pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) durante a tarde.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O sexto dia de julgamento começou com a votação dos jurados, por volta das 10h, em sessão fechada. Aproximadamente 500 quesitos foram votados ao longo do dia, com uma pausa de uma hora e meia para o almoço às 12h. A expectativa é que o júri finalize suas atividades até às 19h.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Logo após, a sentença será elaborada. A previsão do TJDFT é que a leitura ocorra ainda neste sábado (18/4), determinando as penas dos réus e encerrando o julgamento.
Este júri já é considerado o segundo mais longo da história da capital, ficando atrás apenas do julgamento conhecido como o Crime da 113 Sul, que durou 10 dias.
Estão no banco dos réus os seguintes acusados:
- Gideon Batista de Menezes: apontado como um dos principais articuladores do plano;
- Horácio Carlos Ferreira Barbosa: atuou diretamente nos assassinatos;
- Carlomam dos Santos Nogueira: participou dos sequestros e execuções;
- Fabrício Silva Canhedo: responsável pela vigilância do cativeiro em parte do período;
- Carlos Henrique Alves da Silva: participou da rendição de vítimas.
Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã, e também extorquir dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira.
Avaliado em R$ 2 milhões, o terreno que motivou os assassinos a planejarem a morte de 10 pessoas possui cachoeira privativa, ampla área de capim de gado e cerca de 5 hectares – equivalentes a 50 mil metros quadrados.
O plano era eliminar toda a família e tomar posse do imóvel, sem deixar herdeiros. No entanto, o terreno não pertencia ao patriarca da família, o primeiro a ser brutalmente morto. A chácara estava em disputa judicial desde 2020, com os verdadeiros donos tentando recuperar a área.
Os membros da família foram atraídos para emboscadas e mortos um a um. São eles:
- Marcos Antônio Lopes de Oliveira – patriarca;
- Renata Juliene Belchior – esposa de Marcos;
- Gabriela Belchior de Oliveira – filha do casal;
- Thiago Gabriel Belchior de Oliveira – filho do casal;
- Elizamar da Silva – esposa de Thiago;
- Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7) – filhos de Thiago e Elizamar;
- Cláudia da Rocha Marques – ex-companheira de Marcos;
- Ana Beatriz Marques de Oliveira – filha de Marcos e Cláudia.
Todos os detalhes do crime que ficou conhecido como a maior chacina do DF, com as reviravoltas e mistérios que cercaram o caso, foram detalhados na reportagem especial "O Fim de uma Família".


