
Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad buscam o PSDB paulista (Foto: Instagram)
O PSDB, que dominou a política paulista por quase três décadas, viu sua influência diminuir após a derrota nas eleições de 2022. Mesmo assim, o partido continua a ter importância estratégica nas eleições deste ano e é o foco de uma disputa entre o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), ambos liderando nas pesquisas de intenção de voto.
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Recentemente, o governador de São Paulo se encontrou com Aécio Neves, deputado federal por Minas Gerais e presidente nacional do PSDB, além do pré-candidato ao governo Paulo Serra. Conforme reportado pelo Metrópoles, Tarcísio está otimista quanto a formar uma aliança com os tucanos já no primeiro turno.
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Por outro lado, Fernando Haddad vê no PSDB uma chance de se aproximar do centro e combater o antipetismo, principalmente no interior paulista. Seu grupo acredita que uma ala do PSDB, desejosa de enfrentar o bolsonarismo, poderia se aliar ao petista.
Há cerca de uma década, esse grupo era conhecido como "tucanos cabeças brancas", quando o partido enfrentou uma disputa entre seus fundadores e uma nova geração mais à direita.
Entre os mais jovens, há interesse em continuar o diálogo com a equipe de Tarcísio. "É uma discussão interna que não prejudica o diálogo, que continua. Nós não tivemos nenhuma outra reunião formal depois do prazo da janela partidária [4 de abril]. O partido vem discutindo internamente para, a partir do mês de maio, apontar as prioridades", afirmou Serra ao Metrópoles.
O PSDB, que por décadas teve uma das maiores bancadas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), perdeu a maioria dos deputados estaduais para o PSD. Os prefeitos tucanos em cidades paulistas eram 176 em 2020, mas caíram para 21 após as eleições de 2024, quando o PSD elegeu 206 prefeitos.
Grande parte do "tucanato paulista" migrou para o PSD de Gilberto Kassab. Ex-secretário de governo de Tarcísio, Kassab afirma publicamente que apoiará a campanha à reeleição. No entanto, o PT vê possibilidade de atrair o presidente do PSD, que tem filiados lulistas no Nordeste e ministérios na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Da parte do PSDB paulista, inclusive, não há nenhum diálogo ou avanço oficial no sentido de se firmar aliança para o pleito deste ano. O que há, hoje, de forma muito consolidada, é a possibilidade de o PSDB ter candidatura própria para o Governo do Estado de São Paulo", afirmou a legenda em nota.
Para aumentar seu poder de negociação, valorizar suas chapas e reestruturar a legenda, o PSDB nacional tem mantido pré-candidaturas em alguns estados, como no Rio Grande do Sul, com Marcelo Maranata; e em Goiás, com Marconi Perillo. Ciro Gomes é pré-candidato no Ceará, mas tem dado sinais de que pode se candidatar à Presidência.
Nos cálculos da pré-campanha de Tarcísio, com os números que Serra obteve na última pesquisa da Paraná Pesquisas, o governador resolveria as eleições já na primeira etapa.
No levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na quinta-feira passada (16/4), Serra apareceu em terceiro nas intenções de voto, com 4,6%, atrás de Tarcísio (47,8%) e Haddad (33,1%). Em quarto, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) tem 3,5%.


