
Ansiedade ou arritmia? Saiba quando investigar o coração (Foto: Instagram)
Coração acelerado, dificuldade para respirar e sensação de aperto no peito são sintomas que, à primeira vista, podem ser facilmente associados à ansiedade. No entanto, em alguns casos, esses sinais podem indicar alterações no ritmo cardíaco relacionadas à arritmia, o que pode atrasar o diagnóstico correto.
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Rafael Vilanova, cardiologista do Complexo Hospitalar de Niterói, explica que distinguir entre ansiedade e arritmia cardíaca não é sempre fácil. Em ambas as situações, a pessoa pode sentir o coração batendo acelerado, além de desconforto no peito e falta de ar.
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Devido às semelhanças, o diagnóstico médico é baseado no padrão do episódio: na ansiedade, geralmente há um gatilho emocional e os sintomas desaparecem quando a situação se resolve. Já na arritmia cardíaca, o início e o fim são mais repentinos, sem uma razão aparente.
“Às vezes, o paciente desperta no meio da noite com o coração acelerado, sem qualquer fator desencadeante. Outros relatam uma sensação de 'virada' no peito, sugestiva de taquicardia paroxística”, explica o médico.
Crises de ansiedade ativam o sistema nervoso simpático, que libera adrenalina, acelera o coração e pode causar batimentos extras ou taquicardia em indivíduos predispostos.
“O que torna o manejo mais desafiador é que isso frequentemente se torna um ciclo: o paciente percebe o coração batendo de forma diferente, fica mais ansioso, e o órgão responde a isso”, analisa o cardiologista.
QUAIS SINTOMAS INDICAM QUE O CORAÇÃO ACELERADO MERECE INVESTIGAÇÃO MÉDICA
Conforme o cardiologista, qualquer episódio que cause susto no paciente justifica uma consulta. No entanto, alguns sinais aumentam a urgência: tontura ou desmaio durante o episódio, dor no peito, falta de ar desproporcional ao esforço e episódios frequentes, mesmo leves.
“É importante conhecer o histórico familiar. Morte súbita em parente jovem, sem causa explicada, pode indicar predisposição hereditária a arritmias graves”, ressalta Rafael.
Pacientes com doença cardíaca prévia, como insuficiência cardíaca, infarto ou valvopatia, que desenvolvem novas palpitações, também precisam de avaliação urgente, pois o risco é diferente.
“Outro cenário que merece atenção são os jovens que experimentam episódios durante o exercício físico, podendo indicar condições associadas à morte súbita em atletas. Nesses casos, a investigação deve preceder o retorno à atividade intensa”, conclui o médico.


