
MC Ryan SP e cúmplices seguem foragidos após Operação Narco Fluxo (Foto: Instagram)
Cinco pessoas ainda estão foragidas após a operação que resultou na prisão do MC Ryan SP e de outros 33 indivíduos, conforme informações da Polícia Federal (PF). Os procurados são Thiago Barros Cabral, Jonatas Cleiton de Almeida Santos, Leticia Feller Pereira, Jiawei Lin e Xizhangpeng Hao, investigados por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão.
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Os suspeitos estão sendo procurados desde 15 de abril, quando a Operação Narco Fluxo foi lançada pela PF. Thiago Barros e Jonatas Cleiton não foram encontrados durante as buscas, enquanto Letícia Feller e os cidadãos chineses estavam fora do país, em locais ainda desconhecidos.
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A operação também tem como alvo outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias. As investigações mostram que as atividades ilícitas ocorriam tanto no Brasil quanto no exterior.
A fintech Golden Cat, liderada por Hao, foi usada para movimentar grandes somas de dinheiro em nome do grupo criminoso. Entre junho e agosto de 2024, a empresa movimentou R$ 1,2 bilhão.
Jonatas Cleiton é ligado à empresa Broker Platinum Invest e Tecnologia Ltda, supostamente usada como fachada para transferir dinheiro obtido de apostas ilegais. A empresa não tinha autorização do Banco Central ou da CVM para operar no mercado financeiro.
Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, é apontado como o líder do esquema, utilizando empresas de música e entretenimento para lavar dinheiro ilícito. Ele teria transferido patrimônios para familiares para distanciar-se das operações ilegais.
O MC foi preso em 15 de abril e teve sua prisão preventiva decretada em 23 de abril. A PF argumenta que a manutenção da prisão é essencial para a ordem pública e aplicação da lei.
A Operação Narco Fluxo mobilizou mais de 200 policiais, cumprindo 45 mandados de busca e 39 de prisão temporária. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan, com medidas adicionais para interromper atividades ilícitas. As investigações continuam, com possibilidade de acusações por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


