A polêmica em torno do curso “O Farol e a Forja”, criado por Juliano Cazarré, saiu das redes sociais e chegou à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O deputado bolsonarista Rodrigo Amorim (PL) propôs um Projeto de Lei para conceder a Medalha Tiradentes ao ator.
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Por outro lado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa nesta quarta-feira (29/4) uma proposta do mesmo deputado que busca declarar o humorista Fábio Porchat como persona non grata no Rio.
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Ao justificar a homenagem, Amorim afirmou à coluna Fábia Oliveira que, além da carreira artística, Cazarré “é reconhecido por se posicionar publicamente em defesa de valores conservadores, manifestando opiniões alinhadas aos princípios de valorização da família e da liberdade religiosa”.
O deputado critica, no entanto, as declarações públicas de Porchat, que ele considera “jocosas e desrespeitosas” em relação ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
“O escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a Nação”, argumentou.
CURSO DE MASCULINIDADE REACENDE DEBATE
O caso ganhou força após Juliano Cazarré divulgar, na última semana, conteúdos e iniciativas voltados à masculinidade, com foco em temas como liderança, espiritualidade e papéis sociais dos homens. A repercussão aumentou após Fábio Porchat ironizar a proposta em um vídeo publicado nas redes sociais.
Para Amorim, as críticas a Cazarré estariam relacionadas ao seu posicionamento firme.
“A homenagem reconhece a relevância de personalidades que, por meio de sua visibilidade pública, participam ativamente da construção do debate de ideias no país, reforçando o pluralismo e a liberdade de expressão como pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito”, declarou o deputado.


