
Polícia Federal cumpre mandados na Operação Dolo Rural (Foto: Instagram)
A Polícia Federal (PF) está investigando escritórios de advocacia por suspeitas de fraudes em benefícios previdenciários rurais. A Operação Dolo Rural, iniciada nesta quarta-feira (29/4), busca desmantelar um esquema que teria causado um prejuízo de R$ 670 mil ao INSS, com uma economia potencial de até R$ 4,1 milhões ao interromper pagamentos irregulares.
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Foram executados oito mandados de busca e apreensão em residências e escritórios nas cidades de São Mateus do Maranhão, São Bernardo (MA), Fortaleza, Eusébio e Baturité (CE).
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As ações contaram com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma vez que alguns dos alvos são advogados.
De acordo com a investigação, que começou em 2023, advogados estariam produzindo documentos falsificados, tanto materiais quanto ideológicos, para facilitar a concessão de benefícios. As informações usadas incluíam dados reais de propriedades rurais, alterados para dar uma aparência de legalidade aos pedidos.
Com esses documentos, benefícios como aposentadoria por idade rural, salário-maternidade e pensão por morte eram obtidos de forma indevida.
A Força-Tarefa Previdenciária afirma que o grupo utilizava documentos falsos para simular vínculos rurais inexistentes ou distorcidos.
A Justiça Federal também autorizou medidas adicionais, como a quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal, além do bloqueio de bens dos investigados.
Até agora, foram identificados 35 benefícios concedidos de forma irregular, mas a investigação sugere que esse número pode ser maior. Se as suspeitas forem confirmadas, os envolvidos poderão ser acusados de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.
A operação é liderada pela Polícia Federal no Maranhão, com apoio do Ministério da Previdência Social e setores de inteligência do INSS, que continuam analisando documentos e rastreando possíveis novos beneficiários do esquema.


