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Fóssil de Equidna Gigante é Redescoberto em Museu Após 120 Anos

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Reconstrução artística da Megalibgwilia owenii, a equidna-gigante que viveu no sudeste da Austrália durante a Era do Gelo. (Foto: Instagram)

Um fóssil que esteve guardado em um museu por mais de um século ajudou paleontólogos a confirmar que uma equidna-gigante extinta habitou o sudeste da Austrália durante a Era do Gelo. A descoberta baseia-se em um fragmento de crânio coletado em 1907 em uma caverna subterrânea e reanalisado por pesquisadores do Museums Victoria Research Institute.

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O estudo, divulgado em abril na revista de paleontologia Alcheringa, identificou a extinta equidna-gigante-de-Owen, ou Megalibgwilia owenii. O fóssil estava entre materiais coletados na Foul Air Cave, em Buchan, no estado de Victoria, Austrália.

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A identificação é relevante pois preenche uma lacuna de mais de mil quilômetros entre descobertas anteriores da espécie. Até então, fósseis da Megalibgwilia owenii tinham sido encontrados na Austrália Ocidental, Tasmânia e sul de Nova Gales do Sul, mas não havia registros confirmados em Victoria.

O QUE É UMA EQUIDNA?
Equidnas são mamíferos nativos da Austrália e Nova Guiné. Junto com os ornitorrincos, pertencem aos monotremados, mamíferos que põem ovos em vez de dar à luz filhotes já formados. Apesar disso, amamentam seus filhotes.

As espécies atuais têm o corpo coberto por espinhos, focinho alongado e se alimentam principalmente de formigas e cupins. Em geral, medem entre 35 e 45 centímetros e pesam de dois a sete quilos. Elas usam um sistema sensorial apurado para encontrar alimento, com receptores no focinho que detectam sinais elétricos de pequenos animais no solo.

A espécie extinta identificada era significativamente maior que as equidnas atuais. A Megalibgwilia owenii podia chegar a um metro de comprimento e pesar cerca de 15 quilos, tamanho comparável ao de uma criança pequena.

O nome da espécie combina o termo grego “mega”, que significa grande ou poderoso, com “libgwil”, palavra da língua Wemba Wemba para equidna. Segundo os pesquisadores, o animal tinha um focinho reto, adaptado para cavar solos duros da Austrália durante o Pleistoceno e capturar grandes insetos.

O fragmento de crânio analisado é um dos primeiros fósseis de megafauna recuperados das cavernas de Buchan. A ausência de registros da espécie em Victoria era um mistério, já que a região tinha ambiente propício e importantes sítios fossilíferos.

DESCOBERTA ESTAVA NO MUSEU
A solução não veio de uma nova escavação, mas da revisão de uma coleção histórica. O paleontólogo Tim Ziegler encontrou o fóssil pela primeira vez em 2021, na Coleção de Paleontologia do Museums Victoria. A partir de arquivos antigos, ele demonstrou que o material foi recuperado durante uma expedição em 1907 pelo naturalista Frank Spry.

Após reconhecer o crânio incomum, Ziegler e Jeremy Lockett, da Deakin University, mediram e escanearam em 3D equidnas modernas e fósseis preservados em museus australianos. As análises confirmaram que o material pertencia à Megalibgwilia owenii.

“As coleções de museus preservam o vínculo entre ciência, patrimônio e pessoas”, afirmou Ziegler. Para ele, a descoberta demonstra que acervos antigos ainda podem revelar informações desconhecidas pela ciência, mesmo mais de 100 anos após a coleta original.

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