
Descubra: viajar é um remédio para corpo e mente (Foto: Instagram)
Preparar a mala, escolher um destino e sair da rotina podem ser mais do que simples atividades de lazer. Estudos científicos apontam que viajar pode servir como um estímulo significativo para o corpo e a mente.
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Ao explorar novos lugares, caminhar mais, interagir com pessoas e vivenciar experiências diferentes, o corpo tende a sair do piloto automático, o que pode resultar em mais movimento, emoções positivas e uma sensação de bem-estar.
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Diversos estudos têm destacado essa ligação entre turismo e saúde. Uma pesquisa publicada em março no International Journal of Tourism Research pelos estudiosos da Edith Cowan University (ECU) sugere que vivências positivas durante viagens podem atuar como um meio adicional de promover saúde e bem-estar.
A proposta não é que viajar impeça o envelhecimento, já que este é um processo natural e inevitável. O que os pesquisadores apontam é que uma viagem bem planejada, segura e agradável pode auxiliar o corpo a se manter mais ativo, equilibrado e resiliente.
“De maneira simples, viajar e se movimentar tornam o sistema de autodefesa mais resiliente. Hormônios que favorecem o reparo e regeneração dos tecidos podem ser liberados, promovendo o funcionamento do sistema de autocura. Participar dessas atividades pode melhorar a função imunológica e as capacidades de autodefesa do corpo, fortalecendo sua resistência a riscos externos”, afirma a pesquisadora Fangli Hu. Segundo os autores, viagens agradáveis podem ajudar a reduzir o estresse, estimular emoções positivas e encorajar o corpo a sair do sedentarismo. Já experiências estressantes ou mal planejadas podem ter o efeito inverso, aumentando riscos físicos e emocionais.
MOVIMENTO E BEM-ESTAR
Um dos principais fatores para esse possível efeito positivo está no movimento. Durante viagens, muitas pessoas caminham mais, ficam mais tempo em pé, visitam pontos turísticos, fazem trilhas, pedalam ou praticam atividades ao ar livre. Mesmo sem perceber, o corpo tende a ficar mais ativo do que em dias comuns.
“O exercício físico também pode melhorar a circulação sanguínea, acelerar o transporte de nutrientes e ajudar na eliminação de resíduos, contribuindo coletivamente para manter um sistema ativo de autocura. O exercício moderado é benéfico para ossos, músculos e articulações, além de apoiar o sistema antidesgaste do corpo”, explica Fangli. A prática de atividades moderadas também beneficia músculos, ossos e articulações, além de ajudar na manutenção da autonomia ao longo do envelhecimento.
Além de impactar fisicamente, viajar pode beneficiar a mente. Conhecer novos ambientes, experimentar culturas diferentes e se conectar com outras pessoas são experiências que podem reduzir o estresse e melhorar o bem-estar emocional. Em alguns casos, a mudança temporária de rotina funciona como uma pausa necessária para reorganizar pensamentos e aliviar a sobrecarga do dia a dia.
A ideia de que o turismo pode ser mais do que lazer reflete como as viagens são capazes de contribuir para o bem-estar, especialmente quando envolvem segurança, planejamento, descanso, contato social e atividade física.
Contudo, o tema é abordado com cautela pela ciência: os pesquisadores destacam a necessidade de mais estudos para compreender quais grupos se beneficiam mais, em quais condições e com que intensidade.


